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Projeto Político-Pedagógico
















EE ANTÔNIO VICENTE AZAMBUJA

2016
















1 - Identificação

CRIAÇÃO: Decreto nº 1.500, de 22 de agosto de 1978

1ª denominação: Escola Estadual de 1º e 2º graus Antonio Vicente Azambuja. Através da Deliberação/CEE/ MS. Nº 6238 de 22/06/01, passou a denominar-se Escola Estadual Antonio Vicente Azambuja.

FUNCIONAMENTO ATUAL: Escola Estadual Antonio Vicente Azambuja – 0624

 Educação Básica do Campo

Autorização: Ensino Fundamental e Ensino Médio: Resolução/SED nº. 2.507 de 29/12/2011

ENDEREÇO: Rua Miranda, s/nº – Centro

BAIRRO: Distrito de Itahum

MUNICÍPIO: Dourados – MS

CEP: 79.864-000

TELEFONE: (67) 3418-1131 - e-mail:eeva@sed.ms.gov.br

EQUIPE PARTICIPATIVA DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO

A Reconstrução do Projeto Político Pedagógico, que a partir deste ponto, citaremos como PPP desta Escola contou com a participação do:

Ø    Corpo Docente

Ø    Corpo Discente

Ø    Comunidade Escolar

Ø    Corpo Administrativo

Ø    Direção Colegiada

Ø    Coordenação Pedagógica

Ø    APM- Associação de Pais e Mestres

Ø    Colegiado Escolar

Ø    Gerenciador de Tecnologias Educacionais

Ø    Supervisão de Gestão Escolar

 

“Se a educação sozinha não pode transformar a sociedade tampouco sem ela a sociedade muda”. (Paulo Freire).



2 - Apresentação do PPP

O PPP tem por finalidade apresentar a proposta de trabalho da Escola Estadual Antonio Vicente Azambuja, bem como suas intencionalidades transformadoras. Este documento, o maior da escola, elaborado por todos os atores da comunidade escolar, tem como grande foco a educação de qualidade para todos, pois norteia o trabalho pedagógico em toda a sua abrangência.

 

O Projeto Político Pedagógico exige profunda reflexão sobre as finalidades da escola, assim como a explicação de seu papel social e a clara definição de caminhos, formas operacionais e ações a serem empreendidas por todos os envolvidos com o processo educativo. (VEIGA, 2002).

 

Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB - 9.394/96), a elaboração e a execução de um PPP são conjuntamente, a primeira e a principal das atribuições da escola, devendo sua gestão orientar-se para tal fim, tendo como ponto de partida a estruturação de um ensino de qualidade, pautado na participação. O PPP é o norte da escola, definindo os caminhos que uma determinada comunidade busca para si e para quem se agrega em seu entorno. Quando o pedagógico é o foco, as ações se justificam de forma irrefutável.

Para que a função social da escola se concretize é primordial que a elaboração do PPP, esteja alicerçado em bases legais, adequadas às características e aspirações locais. Na construção de caminhos para uma escola melhor, se fazem necessárias ações partilhadas e solidárias entre a comunidade escolar como um todo (Veiga, 1995).

Vasconcelos (2002, p.25 e 26) diz que pela participação o indivíduo pode assumir a condição de sujeito e não de objeto, reforçando a necessidade da construção do PPP alicerçado nesta ótica participativa. E salienta que, o complemento da participação é a corresponsabilidade.

O PPP visa o desenvolvimento da escola, tendo como Filosofia educar na coletividade para avançar na aprendizagem, traçando percursos pedagógicos alicerçados nos temas: “Terra, Vida, Trabalho e Cultura”.

Definimos como Objetivo: formar integralmente o educando do campo, por meio dos conhecimentos historicamente acumulados, articulando o ensino com a produção e a preservação do meio ambiente (Parecer CNE/CEB n. 36/2001) e como Objetivos estratégicos: investir em uma interpretação da realidade que possibilite a construção de conhecimentos potencializadores, que garantam a melhoria da qualidade de vida dos que vivem e sobrevivem no e do campo.

Por meio de uma construção democrática e participativa o PPP visa atender o educando no processo de ensino aprendizagem conforme os procedimentos filosóficos e pedagógicos estabelecidos pelas escolas da Rede Estadual de Ensino do Mato Grosso do Sul. A Escola Estadual Antonio Vicente Azambuja, localiza-se à Rua Miranda, centro, Distrito de Itahum, município de Dourados, Estado do Mato Grosso do Sul, CEP: 79.864.000, e-mail: eeva@sed.ms.gov.br, Telefone (67) 3418 – 1131.

A proposta da escola é um conjunto de diretrizes e estratégias que expressam a sua identidade, sua diferenciação e originalidade, orientando seu trabalho educacional em torno de um ideal comum. Baseia-se na LDB (Lei 9.394/96) que estabelece no Art. 1º: “A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organização da sociedade civil e nas manifestações culturais”.

 

A identidade da escola do campo é definida pela sua vinculação as questões inerentes a sua realidade, ancorando-se na temporalidade e saberes próprios dos estudantes, na memória coletiva que sinaliza futuros, na rede de ciência e tecnologia disponível na sociedade e nos movimentos sociais em defesa de projetos que associem as soluções exigidas por essas questões à qualidade social da vida coletiva no país (RESOLUCAO CNE/CEB 1, de 3 de Abril de 2002).

 

 

Tomando por base o princípio e fins da Educação Nacional inserido na LDB (Lei 9.394/96), a Escola Estadual Antonio Vicente Azambuja, norteia o ensino com a finalidade de: atribuir igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber; pluralismo de ideias; respeito à liberdade; gestão democrática; garantia de padrão de qualidade; valorização de experiências extraescolar; vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais.

Deve, portanto, ser uma construção coletiva em busca da excelência da educação, a partir de valores, concepções, princípios e crenças presentes em cada grupo e que dizem respeito ao futuro do homem e da sociedade. A Educação é uma estratégia importante para a transformação da realidade dos homens e das mulheres do campo, em todas as suas dimensões. A conquista do acesso universal a todo conhecimento produzido pela humanidade e a garantia de uma formação que busque novas estratégias educativas é um desafio para todos nós no sentido de buscar uma melhor maneira de produzir, transmitir e adquirir conhecimentos capazes de orientar e motivar a caminhada do ser humano, em busca de sua alta realização e compreensão do sentido da vida.

Os processos educacionais de formação e informação são colocados de forma equilibrada, estimulando o exercício da liderança e a formação de habilidades que capacitem o educando a desenvolver espírito crítico, ter iniciativa, criatividade, autonomia e responsabilidade social.

A organização, planejamento e execução das atividades que facilitam o processo de trabalho da escola, feito através da direção colegiada, é fundamental para a articulação e implementação do processo educacional, sem perder de vista os referenciais que primam pela qualidade da educação, o efetivo desenvolvimento do educando que convive harmonicamente com as diferenças e almeja uma sociedade mais justa e igualitária, resultante de uma construção coletiva em que o cidadão se constitua um sujeito de direitos e deveres.

O PPP, resultado de um processo de intensas reflexões e debates, é uma ferramenta de divisão de responsabilidades e, possibilita que a equipe escolar se comprometa com a construção da escola eficaz.

Operacionalizando e administrando o PPP, os aspectos mais importantes aqui apresentados são a sua capacidade de fazer funcionar, garantindo o alcance dos objetivos e metas traçadas; o trabalho coletivo e a melhoria da qualidade de ensino da escola.

 

A escola é o lugar que representa a esperança, o desejo humano de aperfeiçoar-se, de mudar, de fazer-se e promover-se o integralmente, o “lugar social no qual a expectativa de mudança é o traço mais marcante” (SILVA, 1996, p.52).



3 - Missão

Educar para o sucesso, valorizando o ser humano. Evidenciar o processo educativo, formar integralmente o educando do campo, por meio dos conhecimentos historicamente acumulados, para que caminhe desenvolvendo as habilidades e as competências adquiridas no ensinar, no aprender e no conviver.

 



4 - Visão

Ser uma escola reconhecida pela qualidade do ensino que oferece, pelo compromisso, postura colaborativa e ética. Favorecer a construção e reconstrução do saber adquirido, respeitadas as diferenças e o direito a igualdade que contemplam a diversidade do campo em todos os seus aspectos: sociais, culturais, políticos, econômicos, de gênero, geração e etnia.



5 - Valores

Trabalhar pela cidadania ativa, além de incutir valores como: justiça, solidariedade, confiança, liberdade, autonomia, amizade, esperança, disciplina, honestidade, humildade, generosidade, companheirismo, respeito à dignidade humana e a sua diversidade, combate a discriminação, compromisso com a promoção do bem de todos e construção da paz, destacando as habilidades afetivas, pois sem elas nada se move.



6 - Diagnóstico

A Escola Estadual Antonio Vicente Azambuja enfrenta como maior obstáculo o baixo desempenho acadêmico dos educandos em determinados componentes curriculares e disciplinas. É necessário reorganizar e pensar em uma metodologia que auxilie a transpor o conteúdo sistematizado, científico e integrado para promover uma aprendizagem significativa. Para tanto, buscamos efetivar uma prática avaliativa mais humana e justa.

É necessário pensar a avaliação aproximando-se de temas como ensino, aprendizagem e desempenho. Como metodologia de ensino-aprendizagem, a avaliação perpassa todos os níveis escolares, respeitando ritmos e características próprias de desempenho dos educandos.

           Apesar de todos os esforços da equipe docente, pedagógica e da direção colegiada, ficou claro no diagnóstico da escola, que sua maior dificuldade e deficiência estão na garantia do sucesso escolar e na fraca participação dos pais no processo ensino aprendizagem. Mesmo a escola proporcionando diversas atividades para efetivar a presença dos pais, como comemoração em datas significativas e especiais, no sentido de fortalecer o vínculo junto aos familiares, percebe-se que é necessário superar aspectos considerados deficitários. Há uma descontinuidade no acompanhamento e monitoramento do desenvolvimento das atividades discentes, considerando o seu desempenho e interesse.

O nosso PPP está apoiado nas concepções de homem, sociedade e cultura. O conhecimento historicamente construído pela humanidade, abordado de maneira interdisciplinar pelos eixos do currículo da Educação Básica, permitem que a aprendizagem aconteça de forma significativa, contemplando os aspectos cognitivos, afetivos, emocionais, sociais e culturais, econômicos, de gênero, geração e etnia.

A ação consciente, competente e crítica do professor é que transforma essa realidade, a partir das reflexões vivenciadas no planejamento e, consequentemente, do que foi proposto no plano de ensino. É preciso que o professor assuma que é possível e desejável superar alguns entraves. É importante desencadear um processo de repensar todo o ensino, buscando um significado transformador para os elementos curriculares básicos: os objetivos da educação (para que ensinar e aprender); os conteúdos (o que ensinar e aprender); métodos (como e com o que ensinar e aprender); tempo e espaço da educação escolar (quando e onde ensinar e aprender) e avaliação (como e o que foi efetivamente ensinado e aprendido).

Quanto mais a escola se preocupa com o que ensinar e como ensinar, maior a probabilidade de tornar-se eficaz. Por isso o currículo torna-se um dos elementos centrais da escola, um indicador de sua eficiência e eficácia. Constitui-se como um desafio, encaminhar o trabalho da escola para uma vivência curricular que envolva a todos e que amplie as possibilidades de os educandos desenvolverem, no espaço da escola, as competências necessárias à integração na vida contemporânea e ao exercício da cidadania.

A escola trabalha diversos temas estabelecidos pelas diretrizes e bases da educação nacional através de projetos educativos que trazem oportunidades infinitas para a construção do conhecimento e desenvolvimento do educando, dando-lhe oportunidade de expandir e atualizar suas potencialidades, proporcionando constante estímulo ao desenvolvimento de suas competências e habilidades.

Escola pública de qualidade é aquela que cumpre com a sua finalidade. A LDB (Lei 9.394/96) em seu artigo. 2º expressa que:

 

A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

 

 

Levantando dados sobre a Escola elaboramos o diagnóstico analisando a qualidade da educação da Escola Estadual Antonio Vicente Azambuja. O resultado permitiu observar os limites e as possibilidades de construção de processos de participação que contribuam para pensar a gestão da educação e da escola pública, envolvendo os sujeitos da comunidade local e escolar: educandos, professores, servidores, pais, equipe gestora e a comunidade. Todo o trabalho buscou refletir sobre a administração ou gestão da escola, as principais concepções e abordagens, procurando contextualizar as políticas educacionais com a gestão democrática para um avanço significativo e qualitativo.

Esse olhar para a escola concebeu visualizar que o sucesso operacional demanda da ênfase no PPP e no trabalho coletivo da escola. É preciso ressaltar que, faz-se necessário organizar os processos de trabalho, vinculando-os à construção da gestão democrática, para que cada qual, no exercício do seu fazer profissional e nos espaços de formação educativa na escola, possa compreender seus princípios para, principalmente construí-la em seu cotidiano. O intuito é o de que possamos garantir uma educação pública de qualidade com processos e mecanismos de participação e de decisões coletivas.

Da análise da atuação do desempenho de todos os segmentos que compõem a escola, a aceitação geral mostrou, mediante questionário para levantamento de dados, que a direção da escola está com percentual de 88,4% ótimo e 11,6% bom; a coordenação pedagógica está com 71,3% ótimo, 22,4% bom e 6,35% regular; os professores estão com percentual de 70% ótimo, 17% bom e 13% regular; os servidores administrativos estão com percentual de 70% ótimo e 30% bom. A avaliação interna torna-se imperiosa, quantifica os aspectos positivos e o que não vai bem, determinando o que precisa melhorar.

Considerando o documento dos Indicadores da Qualidade na Educação, o exercício de repensar a escola com foco em sua organização e gestão foi realizada uma pesquisa com análise por dimensão. Na Dimensão 1: analisando o Ambiente educativo, observamos que há um ambiente favorável, harmonioso, de respeito, de socialização e convivência. No entanto, o indicador disciplina obteve nota baixa, sinalizando que as regras de convivência da escola devem melhorar para serem efetivamente respeitadas e cumpridas por toda a comunidade escolar. Na Dimensão 2: avaliando a Prática pedagógica, ficou claro que o PPP é bem definido, contempla as intenções e finalidade da escola e é atualizado anualmente com participação de todos os segmentos em sua elaboração. Os professores planejam quinzenalmente suas aulas de forma on-line ou off-line e são analisadas pela coordenação pedagógica e direção escolar, contudo precisam investir na interdisciplinaridade como uma ponte para o melhor entendimento das disciplinas afins, ou, entre as áreas; garantir que os planejamentos dialoguem, permitam troca de ideias e a interação como forma de complementação. Considerando as atitudes ou situações que ainda não estão consolidadas nos indicadores foram apontadas: contextualização, variedade das estratégias e dos recursos de ensino-aprendizagem, incentivo à autonomia e ao trabalho coletivo, prática pedagógica inclusiva, visitas no distrito e na área rural, aulas diferenciadas e dinâmicas e ênfase coletiva nos projetos escolares. A Dimensão 3 apontou que a Avaliação acontece durante todo o ano, em vários momentos e de diversas formas, pois estão consolidadas o monitoramento do processo de aprendizagem do educando, os instrumentos e critérios avaliativos, a participação discente na avaliação de sua aprendizagem e, o acesso, compreensão e uso dos indicadores oficiais de avaliação da escola e das redes de ensino. Mas a avaliação não deve se deter apenas na aprendizagem do educando. Avaliar a escola como um todo e periodicamente é muito importante, haja vista que foi apontado que a avaliação do trabalho dos profissionais que nela trabalham não tem acontecido, pois não existe procedimento formalizado para este fim. Na Dimensão 4: Gestão escolar democrática, tornou-se evidente que o diretor é atuante, presente na escola, tem liderança e bom relacionamento com todos. São consolidados os indicadores: informação democratizada, conselhos escolares atuantes, participação efetiva de educandos, pais, mães e comunidade em geral, parcerias locais e relacionamento da escola com os serviços públicos, tratamento dos conflitos que ocorrem no dia a dia da escola, participação da escola no Programa Dinheiro Direto na Escola e participação em outros programas de incentivo à qualidade da educação do governo federal, dos governantes estaduais ou municipais. É ponto forte a organização dos eventos escolares e a presença do grêmio estudantil atuando na escola e participando da tomada de decisões. Todavia, como ponto franco foi apontado que a escola não se mantém aberta aos finais de semana para que a comunidade possa usufruir do seu espaço físico. Também é preciso garantir maior participação dos pais, mães e/ou responsáveis na vida escolar dos filhos com ênfase em sua aprendizagem e desempenho, bem como no planejamento pedagógico e na resolução dos problemas da escola. Na Dimensão 5: Formação e condições de trabalho dos profissionais da escola é relevante destacar a formação inicial de toda a equipe (docente e técnica), pois todos são habilitados na área que atuam ou para a função que executam, há compromisso, assiduidade e pontualidade; também é muito produtiva a formação continuada oferecida na escola e o suporte dado pela Secretaria de Estado de Educação. Entretanto foi apontado que é insuficiente o número de servidores administrativos (considerando o espaço físico da escola), para um bom funcionamento, também há poucos serviços de apoio pedagógico. Na dimensão 6: Ambiente físico escolar possui um ambiente agradável, amplo pátio, quadra coberta, segurança dentro e fora do seu espaço, boa conservação. Mas foi apontado que a sala de leitura possui acervo, mas não está organizado. Também é preciso desenvolver um trabalho com os educandos para aumentar o cuidado pessoal com o material escolar e com a manutenção da limpeza geral e organização da escola (áreas internas e externas). A Dimensão 7: Acesso, permanência e sucesso na escola ressalta o cuidado especial aos educandos que faltam, visita às famílias e apoio aos doentes, a preocupação com o abandono e a evasão, atenção a defasagem de aprendizagem e às necessidades educativas da comunidade, todavia ainda há que se considerar o baixo índice de desempenho em disciplinas críticas (Língua Portuguesa e Matemática), descompromisso de alguns educandos e pouco envolvimento da maioria dos pais no acompanhamento e monitoramento da aprendizagem dos filhos. A análise deste item aponta que há necessidade também de atendimento a jovens e adultos analfabetos ou com escolaridade incompleta, como forma de a escola oferecer boas oportunidades de aprendizagem a todos os cidadãos, adotando mecanismos alternativos para trazer de volta os educandos que não tiveram oportunidade de estudar, abandonaram a escola ou se evadiram.

No PDDE - Interativo, a análise quantitativa e qualitativa apontou para cada problema identificado, uma causa provável. Com relação ao Ensino Aprendizagem a equipe escolar às vezes adota ações pedagógicas para o desempenho insatisfatório do educando e às vezes utiliza resultados das avaliações para fazer revisões no currículo e nos métodos de ensino (trabalho em equipe - falta de cooperação e harmonia no desenvolvimento das tarefas pré-estabelecidas). Ponderando Distorção e Aproveitamento a equipe escolar às vezes realiza ações orientadas para as turmas com maior taxa de reprovação e voltadas para as disciplinas que apresentam resultados críticos (avaliação contínua do rendimento dos educandos - atendimento às disciplinas críticas). Considerando Gestão, o resultado identificou que a direção às vezes providencia atualização para seu pessoal docente e organiza tempo e espaço para que os membros da equipe se reúnam, troquem experiências, planejem e estudem. Apreciando Comunidade Escolar a equipe escolar às vezes promove eventos pedagógicos e culturais que permitam contato entre pais e professores, incentivando os pais a acompanharem o progresso de aprendizado de seus filhos (comunicação regular entre a equipe, pais e a comunidade escolar - dificuldade de acesso, desinteresse pela aprendizagem dos filhos).

Refletindo sobre os problemas identificados que exigem mais capacidade de mobilização e motivação, acreditamos que a equipe gestora promova mudanças qualitativas na condução da escola. A melhoria da gestão escolar é foco nesta metodologia de planejamento. Avaliar a realidade da escola com maior profundidade possibilitou identificar o que vai bem ou vai mal, bem como favoreceu fortalecer a discussão para as deliberações coletivas – desafio que se coloca para toda a comunidade escolar numa busca cotidiana da construção democrática e participativa que envolve os diversos atores sociais que realmente fazem à história da escola.



6.1 - Situação socioeconômica e educacional da comunidade

A Escola Estadual Antonio Vicente Azambuja é referência para a comunidade local por promover várias ações voltadas para o interesse do bem público e coletivo do distrito de Itahum. Nosso querido distrito é um importante centro agrícola e educacional, graças ao elevado descortino do sempre lembrado Sr. Antonio Vicente Azambuja, fundador de todo este patrimônio.

O Distrito de Itahum foi criado pela Lei nº 661, de 10 de dezembro de 1953, que entrou em vigor a partir de 1º de janeiro de 1954 (D.O. de 12/12/1953). Conta com uma população aproximada de quatro mil habitantes, considerando toda a extensão rural e, um colégio eleitoral de um mil e seicentos e vinte e dois eleitores.

Há um grande número de índios desaldeados que se acampam em barracas às margens da rodovia ou no interior da vila. Eles recebem cesta básica da FUNAI, mas normalmente não é suficiente, tornando a vossa sobrevivência muito difícil. O perfil indígena local é de muita pobreza e necessidades. Recebem, de vez em quando, doações da comunidade.

 As festas tradicionais são:  Festa Junina das escolas estadual e municipal realizadas apenas para a comunidade, e as promoções e eventos da Igreja Católica, Comunidade Santa Clara, padroeira local. As Igrejas evangélicas também costumam realizar grandes comemorações, sem fins lucrativos, principalmente pela passagem do seu aniversário de fundação.

Considerando a base econômica, o distrito possui potencial na agricultura e pecuária com diferentes tipos de áreas ruaris, desde o grande proprietário até o pequeno produtor. Faz parte de sua área rural os Assentamentos Lagoa Grande e Amparo, criados pelo INCRA em 1998. A base econômica dos assentados é a criação de gado leiteiro, com entrega do produto ao laticínio, além de pequenas produções da Agricultura Familiar. Ambos os assentamentos estão bem organizados e possuem Associação de Moradores.

Há um Centro de Saúde (PSF 201), funcionando todos os dias das oito às quatorze horas. O atendimento é feito por um clínico geral, um profissional odontológico e uma enfermeira padrão. Às quartas-feiras, é prioridade atender aos hipertensos e diabéticos. Isso ocorre na unidade básica e também na zona rural. O Centro de Saúde conta também com o apoio e suporte de duas técnicas em enfermagem.

Quanto à formação educacional, o distrito possui duas unidades escolares, a Escola Municipal José Eduardo Canuto Estolano-Perequeté  que oferece a Educação Infantil e o Ensino Fundamental nos anos iniciais (do 1° ao 5º Ano). Enquanto que a Escola Estadual Antonio Vicente Azambuja oferece o Ensino Fundamental nos anos iniciais (3° e 5º Ano) e nos anos finais (do 6º ao 9º ano), além do Ensino Médio (do 1º ao 3º ano).

O acesso ao distrito, em toda a extensão da zona rural, é por estradas vicinais. O acesso de Dourados ao distrito é pela MS 162 e MS 270 que vai até a região do “Copo Sujo”.

A comunidade tem algumas ruas asfaltadas por administrações municipais anteriores ou por emenda de algum político. As vias de acesso (estradas vicinais) dentro e fora do distrito estão em estado intransitável. O sistema de transporte também é muito ruim e não atende às necessidades de demanda da população. Há residências de alvenaria e muitas de madeira. O serviço de abastecimento de água oferecido pela Sanesul é muito bom, assim como o serviço elétrico por parte da Energisa. Não há rede de esgoto. A coleta de lixo é feita pela prefeitura duas vezes por semana, as segundas e sextas-feiras.

No que tange ao mercado de trabalho, a oferta de emprego é limitada, restringindo-se as atividades rurais do entorno ou ao fraco comercio locais, além dos prestadores de serviços autonômmos como pedreiros e empregadas domésticas que atuam na informalidade e como diaristas.

Com a instalação de um aviário e a possibilidade de reativação da malha ferroviária é imensamente satisfatória a expectativa de mudança, de progresso, de emprego, e de melhoria na qualidade de vida da população.

A maioria de nossos educandos reside na zona rural, fazendas circunvizinhas e assentamentos rurais. Necessitam de transporte para sua locomoção até a escola. Muitos deles moram em região de difícil acesso, nos dias chuvosos ficam impossibilitados de virem à escola, acarretando prejuízos e defasagem em sua aprendizagem, mesmo havendo empenho e atendimento, esses educandos não conseguem recuperar as aulas perdidas.

Da aprendizagem informatizada atualmente uma grande parte de nossos educandos tem acesso ao computador, tablet e celular. Faz-se necessário criar políticas de incentivo voltadas para a educação, oportunizando conhecimento, ampliação na formação curricular dos educandos, para que os mesmos possam competir no mercado do trabalho. É salutar apontar que deve haver constantemente muito incentivo por parte de todos, pois algumas famílias e, consequentemente seus filhos, não se sentem motivados em progredir, não vêem perspectivas de futuro.

Quanto aos professores à maioria deles reside no local, alguns vêm de fora e apesar de não terem uma política de incentivo salarial desejada, todos são comprometidos, oferecendo aos educandos uma aprendizagem de qualidade e de acordo com o PPP da escola.

Neste contexto que a Escola Antonio Vicente Azambuja está inserida, como parte do espaço local e integrante do processo de formação socioespacial. Deste modo, é fundamental que a escola conheça o contexto social de seu entorno, pois conhecer a comunidade onde está inserida (e, portanto, sua clientela), suas necessidades, potencialidades e expectativas, adequando a elas seu trabalho de atendimento educacional, é a única forma possível para a escola atender às suas finalidades.

A escola operacionaliza um PPP que contempla em currículo e metodologia um direcionamento para temas da realidade camponesa, visando atender às especificidades dos trabalhadores do campo, permitindo-lhes melhor qualidade de vida. A Escola do Campo necessita ser pensada como parte de um projeto que efetivamente fortaleça os camponeses em suas lutas e precisa formar cidadãos para atender às necessidades culturais e econômicas dessa sociedade em processo, sem fugir do seu objetivo de possibilitar que os indivíduos atinjam seu potencial, estimulando a ação comum, para exercer cidadania local e global. Nesta perspectiva, cabe à escola, criar condições para que seus educandos possam analisar compreender, refletir, conviver com o diferente, com respeito ao meio ambiente, com participação ativa e crítica na sociedade.

 

“Seria horrível se tivéssemos a sensibilidade da dor, da fome, da injustiça, da ameaça sem nenhuma possibilidade de captar a ou as razões da negatividade. Seria horrível se apenas sentíssemos a opressão, mas não pudéssemos imaginar um mundo diferente, sonhar com ele como projeto e nos entregar à luta por sua construção. Nos fizemos mulheres e homens experimentando-nos no jogo destas tramas.  Não somos, estamos sendo. A liberdade não se recebe de presente, é bem que se enriquece na luta por ele, na busca permanente, na medida mesma em que não há vida sem a presença, por mínima que seja, de liberdade. Mas apesar de a vida, em si, implicar a liberdade, isto não significa, de modo algum, que a tenhamos gratuitamente. Os inimigos da vida a ameaçam constantemente. Precisamos, por isso, lutar, ora para mantê-la, ora para reconquistá-la, ora para ampliá-la”.(Paulo Freire).



6.2 - Histórico da escola

A Escola Estadual Antonio Vicente Azambuja originou-se por meio do envolvimento de uma equipe especialmente instituída para este fim, composta de lideranças locais, com grande respaldo da comunidade, tendo em vista que o distrito necessitava de uma unidade de ensino para atender a demanda existente.

Localiza-se à Rua Miranda, s/n, Centro, Distrito de Itahum, município de Dourados, Estado de Mato Grosso do Sul, fone (67) 3418-1131, CEP: 79864-000. Está inscrita no CNPJ sob nº 02.585.924/0185-01 e é mantida pela Secretaria de Educação do Estado de Mato Grosso do Sul.

Foi criada através do Decreto nº 1.500, de 22 de agosto de 1978, com a denominação de Escola Estadual de 1º e 2º graus Antonio Vicente Azambuja. Através da Deliberação /CEE/ MS. Nº 6238 de 22/06/01, passou a denominar-se Escola Estadual Antonio Vicente Azambuja.

Esta escola está autorizada a oferecer o Ensino Fundamental e Ensino Médio, na modalidade Educação Básica do Campo, através da Resolução / SED nº 2.507 de 29 de dezembro de 2011. Funciona no turno diurno (período matutino e vespertino).

Do nosso patrono, vale destacar que em 1914 o colono Antonio Vicente Azambuja entra para a História do Município de Dourados fundando o vilarejo Eldorado, hoje Distrito de Itahum, que se encontra a 65 km da sede e é ligado pela MS 162 e MS 270.

Antonio Vicente Azambuja nasceu a 12 de Dezembro de 1876, na Fazenda Vicente Antonio, hoje pertencente ao município de Maracaju. Era filho de Vicente Lopes Azambuja e Maria Amada Azambuja. Sua mãe, ainda em vida, fez a doação de suas terras, a Fazenda Santa Maria aos seus filhos.  A parte destas terras que coube a Antonio Vicente Azambuja passou a denominar-se Fazenda Capão Alto, onde hoje está localizado o Distrito de Itahum.

De família tradicional em Dourados, agropecuarista e proprietário das terras onde hoje temos o Distrito de Itahum, foi fundador e missionário da Igreja Presbiteriana nesta localidade e doou um lote de terras para a Estação Ferroviária Noroeste do Brasil. Casado com Dona Rosálida Ramos Azambuja teve os filhos: Valério Vicente Azambuja, Valdeflorido Vicente Azambuja, Ana Azambuja de Almeida, Valdelírio Vicente Azambuja, Valter Vicente Azambuja, Maria José Azambuja e Valdo Azambuja.

A viúva, Dona Rosálida Ramos Azambuja, doou para o Estado de Mato Grosso uma área de 10.000 m² (uma quadra), compreendida pelas Ruas da Estação, Entre Rios, Coronel Tiburcio e Avenida Noroeste para a construção de uma escola de 1º e 2º graus em Itahum, conforme registro as folhas 98/99 do Livro nº 04, aos 14 de Junho de 1978 e devidamente registrada no Livro nº 02 de registro geral do Cartório de Registro Civil e Tabelionato de Itahum. Em reconhecimento e homenagem a este grande homem e fundador do nosso querido distrito, a escola recebeu o nome de Escola Estadual de 1º e 2º graus “Antonio Vicente Azambuja”.

Ele viveu tranquilamente seus últimos anos de vida na cidade de Campo Grande-MT (atualmente Campo Grande – MS), aonde veio a falecer em 26 de Fevereiro de 1952.



6.3 - Situação física da escola

A estrutura física da Escola Estadual Antonio Vicente Azambuja é um exemplo de conquista e de transformação, pois propicia o reconhecimento de uma escola pública, gratuita e de qualidade. Está instalada num prédio de ótima construção e em bom estado de conservação. Passou por reforma geral, pintura, adequação em sua estrutura física, construção de muro, além de intervenções na rede hidráulica e elétrica, cobertura e reforma na quadra de esportes.

Conta com 08 salas de aula, sendo uma delas com ar condicionado, 01 sala de tecnologia educacional, com ar condicionado, 01 sala de professores, 01 sala para a coordenação pedagógica, 01 secretaria com almoxarifado, 01 sala de direção, 01 sala de leitura com ar condicionado, 01 cozinha com despensa para armazenamento dos produtos, 08 sanitários aos educandos, todos com espelhos, 02 sanitários (masculino e feminino) aos profissionais que atuam na escola, ambos com espelhos, 01 sanitário e rampa que atende a acessibilidade e um amplo pátio para o desenvolvimento de atividades externas e recreio dirigido. Possui também uma sala de recursos multifuncionais, muito bem equipada e que funciona no período matutino e vespertino, atendendo aos educandos que necessitam de atendimento educacional especial. A escola está muito bem equipada para cumprir suas atividades educacionais.



6.4 - Corpo docente / pedagógico / técnico / administrativo

O corpo docente é constituído pelos professores regularmente lotados na escola, consoante os cursos oferecidos e matrizes curriculares operacionalizadas (Art. 31 do Decreto nº 13.770). Nesta escola há 25 professores, pertencentes ao quadro efetivo e convocado. Todos possuem graduação e a maioria com especialização (conforme quadro de pessoal docente). Quase todos residem no local e desempenham um bom trabalho do ponto de vista educacional.

Do pedagógico: A escola tem uma Coordenação Pedagógica que conduzirá as atividades pedagógicas em articulação com a Direção e a Direção-Adjunta. (Art. 31 do Decreto nº 13.770). A Coordenação Pedagógica será exercida por um Especialista de Educação, ou por um professor na função de Docência (Art. 28 do Decreto nº 13.770). Esta escola conta com duas professoras nesta função de Docência e uma professora readaptada na função de auxiliar da coordenação pedagógica.

A escola tem um corpo próprio de servidores, cujo quantitativo será fixado por ato do Secretário de Estado de Educação, conforme a sua tipologia (Art. 33 do Decreto nº 13.770). Cabe ao Diretor e ao Diretor-Adjunto promover a distribuição do pessoal administrativo, para atendimento aos turnos de funcionamento (Art. 9º do Decreto nº 13.770). A escola conta com 12 servidores do Grupo de Apoio Técnico Operacional, todos do quadro permanente.

A experiência de levantar dados sobre o nosso fazer, detectar nossas carências, olhar de perto nossas dificuldades faz entender melhor o processo democrático de atuação, concebendo na prática a certeza de que ser gestor implica em atuar de forma ativa, dinâmica, criativa, interessada, presente, sendo capaz de delegar responsabilidades, ações e descentralizar funções para evidenciar os resultados positivos. Afinal, ser gestor é ser o responsável por fazer brotar, germinar, fazer nascer e prosperar as condições de aprendizagem. Sabemos que ainda há muito a fazer para que a escola tenha um bom padrão de qualidade. Essa é a certeza compartilhada. E, seguir acreditando que é possível transformar a realidade, a cada dia, é o que nos move.

Por essa razão, a equipe gestora tem a missão de garantir o acesso, intervindo junto aos educandos que estejam fora da escola, acompanhando a frequência mínima exigida. É importante realizar constante trabalho para solidificar a participação dos pais, cobrando compromisso e responsabilidade, bem como evidenciando providências tomadas e os procedimentos adotados, mediante registro das ações realizadas que efetivam amparo legal e comunicação às esferas superiores.

Asseverar, efetivamente este comprometimento com divisão de responsabilidades, facilita a participação dos envolvidos e a execução do PPP, visando atender as necessidades da escola, reconhecendo os esforços, avanços e iniciativas para estimular, motivar e realizar parcerias, uma demanda significativa para o alcance dos objetivos propostos.

Permitir ao educando exercitar sua cidadania a partir da compreensão da realidade é premissa para que possa contribuir em sua transformação, objetivando atuar no sentido do desenvolvimento humano e social, tendo em vista sua função maior de agente de desenvolvimento cultural e social na comunidade, a par de seu trabalho educativo.

Entendemos que uma escola pública de qualidade é aquela que cumpre com a sua finalidade, portanto para que a aprendizagem escolar seja uma experiência intelectualmente estimulante e socialmente relevante, é necessária a mediação dos professores.

É possível e desejável superar alguns entraves. Também é importante desencadear um processo de repensar todo o ensino, buscando um significado transformador para os elementos curriculares básicos: os objetivos da educação (para que ensinar e aprender); os conteúdos (o que ensinar e aprender); métodos (como e com o que ensinar e aprender); tempo e espaço da educação escolar (quando e onde ensinar e aprender) e avaliação (como e o que foi efetivamente ensinado e aprendido).

Sempre valorizamos os relacionamentos e tornamos melhor o clima escolar, trabalhando a partir da percepção de que a escola passa a ser objeto de cuidado e apreço pelos que respondem por ela. Essa gestão mais aberta e igualitária, onde se processa maior interação entre direção, os docentes, educandos, pais e servidores é um fator decisivo que marca presença na teia dos relacionamentos que no ambiente escolar se instaura.

Quando a equipe de trabalho assume o comprometimento com o ambiente escolar, torna os relacionamentos mais intensos e movidos pelos mesmos objetivos, além de construir um ambiente estimulador e agradável.  Os encontros, reuniões, capacitação e formação possibilitarão refletir sobre a nossa prática pedagógica e sobre o processo de construção do conhecimento dos educandos, visando aprimorar a qualidade da educação. As informações apresentadas orientarão as mudanças necessárias no planejamento pedagógico, pois é importante analisar pedagogicamente esses resultados para desencadear ações que visem oferecer oportunidades aos educandos que não tiveram o sucesso esperado, bem como reelaborar estratégias para a construção da eficácia escolar.

Imbuídos por esse espírito de liderança e com novas possibilidades de tornar a gestão escolar mais dinâmica, democrática e participativa, efetivando maior envolvimento de todos os segmentos da escola, esperamos contribuir para a eficácia e êxito do processo educativo da Escola Estadual Antonio Vicente Azambuja, com o foco no educando, priorizando as metas a serem alcançadas e os objetivos a atingir, buscando dividir responsabilidades, compartilhar ideias e soluções voltadas para resultados plenos e cada vez mais eficazes.

Tendo em vista a ideia de cumplicidade dos indivíduos do processo educacional, vale ressaltar que:

 

“As pessoas envolvidas no processo pedagógico devem estar abertas para a troca, a valorização dos saberes, o compromisso e responsabilidade com a vida, na postura política, na ética social e humana, no resgate das culturas e na pertença e identidade dos movimentos sociais do campo”. (MACHADO, 2008, p. 37).

 

 

Portanto, o perfil esperado do professor é o de sujeito que se insere na sociedade como elemento participativo, atuante, capaz de exercer papel ético, político, face às crescentes mudanças de todas as esferas sociais. Para tanto, precisa ter competência e autonomia na sua prática pedagógica, pois é ele quem organiza as situações de aprendizagem e quem estabelece a mediação entre o educando e o conteúdo a ser aprendido. Essa relação professor-educando, aliada à metodologia adotada pelo PPP da escola é um dos principais fatores que rege a motivação pelo aprender.

Freire discorre que o professor, como sujeito direcionador da práxis pedagógica escolar, tem que, no seu trabalho, estar atento a todos os elementos necessários para que o educando efetivamente aprenda e se desenvolva. “Para isso, o professor deverá ter presentes os resultados das ciências pedagógicas, da didática e das metodologias específicas de cada disciplina, ou seja, um profissional que estará sempre se atualizando”. (FREIRE, 1994, p.29).

No contexto educacional da rede estadual de ensino do Estado do Mato Grosso do Sul o educando é o foco principal. Nosso estado emana orientações pedagógicas quanto ao desenvolvimento didático, com a necessidade de se trabalhar com o pensamento lógico, as relações simbólicas, as representações, as expressões, a interpretação e a construção de sentidos que veiculam em todas as áreas de conhecimento e não apenas na construção de conteúdo.

Segundo Veiga:

A educação é direito de todos e não deve se constituir em um serviço, uma mercadoria, sendo transformada num processo centrado na ideologia da competição e qualidade para poucos. É preciso muita intencionalidade para provocar mudanças no processo de produção do conhecimento. (VEIGA, 1988, p. 20 – 21).

 

 

O planejamento das atividades escolares é uma necessidade imperiosa, tendo em vista atingir os resultados da ação educacional previstos na legislação em vigor e especificamente na LDB (Lei 9.394/96). Dessa maneira, as atividades escolares devem ser objeto de reflexão por parte do coletivo da escola, incluída a comunidade e os próprios educandos para consolidar o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos, possibilitando o prosseguimento dos estudos, preparação básica para o trabalho e cidadania, a formação ética, o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico.

Só existe educação quando o professor oferece uma série de instrumentos a quem está sendo educada, de forma dinâmica e produtiva, que conduz a um conhecimento que cria e amplia as possibilidades existentes na escola por meio de processos coletivos e compartilhados.

A LDB (Lei 9.394/96) quando da análise do desempenho ou rendimento escolar estabelece que seja imprescindível prevalecer os aspectos qualitativos sobre os quantitativos. Os critérios de avaliação terão obrigatoriamente que ser um elemento para diagnosticar o rendimento escolar, até porque o fracasso do educando é também o fracasso do professor, também propõe que a saída de uma avaliação autoritária e classificatória para uma avaliação diagnóstica e construtiva, exige uma nova cultura e um compromisso ético.

O bom professor é aquele que sabe respeitar o jeito de ser, o ritmo e o conhecimento dos seus educandos, além de reconhecer na educação o melhor meio para a conquista da cidadania. O princípio é pensar grande, mas agir no pequeno. É preciso desenvolver práticas pedagógicas que permitam ensinar todos, afinal aprender é um direito constitucional e garantir essa aprendizagem escolar é condição fundamental para a cidadania, portanto se o contexto social dos educandos não contribui para uma aprendizagem significativa, cabe à escola proporcionar as oportunidades necessárias, haja vista que cabe ao professore a escola saber apontar os problemas de aprendizagem dos educandos, mas que também saiba identificar os problemas de “ensinagem”.

O acompanhamento permite aperfeiçoar e diversificar a prática docente, além de ampliar as possibilidades de aquisição de conhecimentos e habilidades dos educandos, revigorar o PPP para fazer funcionar e garantir que as coisas deem certo. O mais importante é o modo de ser e de fazer, acreditando construir a melhor escola que existe, pois quando não se reconhece o que não funciona não se pode corrigir e superar as dificuldades.

Criar mecanismos de participação que traduzam o compromisso de todos na melhoria da qualidade de ensino e aprimoramento do processo pedagógico, motiva e efetiva a permanência do educando na escola.

A escola é o lugar de concepção, realização e avaliação do seu projeto educativo, uma vez que necessita organizar seu trabalho pedagógico com base em seus educandos. A sala de aula é onde tudo começa e termina. Para Landim, a educação, o ensino e a aprendizagem são processos que acontecem com o indivíduo em decorrência das influencias do meio onde está inserido. Portanto, um processo de ensino-aprendizagem precisa levar o indivíduo a aprender a pensar, aprender a aprender, construir conhecimentos, participando ativamente do próprio desenvolvimento. Nesta perspectiva, é fundamental que a escola assuma suas responsabilidades, considerando também que persegue finalidades, por isso é necessário, decidir coletivamente, o que se quer reforçar em seu interior para oferecer o melhor ensino possível, de forma eficiente e eficaz, uma vez que toda a produção do conhecimento escolar é ao mesmo, tempo processo e produto.

De acordo com Brasil:

 

Um sistema educacional comprometido com o desenvolvimento das capacidades dos alunos, que se expressam pela qualidade das relações que estabelece e pela profundidade dos saberes constituídos, encontra, na avaliação, uma referência à análise de seus propósitos, que lhe permite redimensionar investimentos, a fim de que os alunos aprendam cada vez mais e melhor e atinjam os objetivos propostos. (BRASIL, 2001, p. 83).

 

 

Equipe Gestora

NOME

FUNÇÃO

FORMAÇÃO ESCOLAR

Adriano Cosma Cabreira

Direção Escolar

Geografia

Marla Szymczak Ariose

Coordenação Pedagógica

Matemática

Maria Alely de Matos Palmeira

Coordenação Pedagógica

Educação Física

 

 

 

 

 

 

 

Quadro Geral de Pessoal Administrativo

 

NOME

FUNÇÃO

FORMAÇÃO ESCOLAR

Antonia Pascoa Betini

Agente de Limpeza

Ensino Médio

Antonia Vitoria Almeida Renovato

Agente de Limpeza

Ensino Médio

Maria Janete Alves de Lima

Agente de Limpeza

Ensino Médio

Maria de Lurdes Natal

Agente de Limpeza

Ensino Fundamental

Marineide Lima Freitas

Agente de Merenda

Ensino Médio

Martinha Paz do Nascimento de Mattos

Agente de Merenda

Ensino Fundamental

Patrícia Orbieta Martins

Agente de Merenda

Ensino Fundamental

Rosenei Nazareth do Carmo da Silva

Agente de Limpeza

Ensino Médio

Vânia Buss

Agente de Merenda

Ensino Médio

Vera Lucia Kraemer Pusch

Secretária

Ensino Médio

 

Quadro Geral de Pessoal Docente

 

NOME

FUNÇÃO

FORMAÇÃO ESCOLAR

Antonio José dos Santos

Professor de História

História

Bruno Moura Bezerra

Professor de Ciências, Ciências e Eixos Temáticos: Terra-Vida-Trabalho

Ciências Biológicas

Cristiana da Silva Lima

Professora de Física

Física

Daniele Marquior Ribeiro

Professora de Arte

Artes Visuais

Maiara Cabreira Miguel

Professora de Biologia

Ciências Biológicas

Elisa Maria Fink de Sales

Professora de Matemática

Matemática

Fabiana Albertina Karling Barichelo

Professora de Matemática

Matemática

Izabel da Silva

Professora de Geografia e Eixos Temáticos: Terra-Vida-Trabalho

Geografia

Jefferson Afonso Roppa

Professor de Educ. Física e Eixos Temáticos: Terra-Vida-Trabalho

 Educação Física

Jéssica Kur Fuchs

Professor de Língua Portuguesa

Letras

Jéssica Nazareth da Silva

Professora de Matemática

Matemática

Lívia Mara da Silva

Professora de Língua Estrangeira Moderna - Inglês

Letras - Português e Inglês

Allison Cezar Martins Souza

Professor de Geografia e Eixos Temáticos: Terra-Vida-Trabalho

Geografia

Marilu Szymczak

Professora de Língua Portuguesa   

Letras

Reinilda Maria Estevam Thomazini

Professora de Química

Química

Rodrigo Novais de Menezes

Professor de

Filosofia e Sociologia

Filosofia

Rosângela Regina Fink Garcia

Professor de Língua Portuguesa

Letras

Roseli Farias de Souza Fin

Professora da Sala de Recursos Multifuncionais

Pedagogia

Rosemeri Terezinha Prestes Hofmann

Professora dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental

Ciências Biológicas

Sandra Regina da Silva Carvalho

 

Professora dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental

Normal Superior

Rosimeire Arguelho Dias

Professora de Literatura Língua Portuguesa

Letras

Sammer Sant’Ana Almeida

Professor Gerenciador das Tecnologias Educacionais e Recursos Midiáticos

História

Cassia  Daiane Menchik Benites

Professora de Língua Estrangeira Moderna - Inglês

Letras - Português e Inglês

Silvana da Rosa Luiz

Professora de Anos Iniciais do Ensino Fundamental

Pedagogia

Sheila Cristiana de Souza Loza

Professora de História

 

História

Wilson Gonzalez

Professor de Educ. Física

Educação Física

 



6.5 - Recursos materiais e tecnológicos disponíveis e sua adequação, móveis, equipamentos e material didático.

A Escola Estadual Antonio Vicente Azambuja está bem equipada para atender o seu papel educacional e, através do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, cumpre seu papel social de proporcionar bem estar e conforto aos seus educandos.

As salas de aulas, de excelente espaço físico, são todas acortinadas (adquiridas com recursos da APM), possui quatro ventiladores de teto, quadro de giz, mesa para professores, armários de aço, mesa revestida de fórmica branca para educandos e cadeiras bem reforçadas de madeira.

A Sala de Tecnologia Educacional está equipada com ar condicionado, 16 computadores para atender aos educandos e 01 servidor, 02 impressoras multifuncionais, 01 notebook 01 filmadora, 01 data show, 01 projetor interativo de multimídias, 01 roteador, 01 televisor 33 com suporte para deslocamento na escola, 01armário de madeira em mogno, 01 armário de aço, 13 mesas de metalanico branca e 25 cadeiras estofadas.

Na secretaria escolar há 02 computadores e 01 impressora/fotocopiadora multifuncional, 09 arquivos de aço, 02 escrivaninhas, mesa para computador, 01 armário embutido de madeira, 04 cadeiras estofadas. Na sala da diretoria há 04 armários de aço para documentos e escrituração escolar, 01 escrivaninha, 01 balcão de madeira com 40 gavetas, 01 computador com mesa, 01 cadeira giratória e 03 cadeiras estofadas.

O serviço de atendimento a educandos especiais é feito com muita dedicação e conta com uma sala de recursos multifuncionais com 02 computadores de última geração, uma impressora multifuncional, 04 mesas redondas com cadeiras estofadas, uma mesa para professor, uma mesa de mármore, um espelho, uma estante de aço com vários brinquedos e materiais didáticos e pedagógicos e muitos jogos pedagógicos.

A sala da coordenação pedagógica conta com um rico acervo com vários jogos pedagógicos, livros do projeto além das palavras e tantos outros materiais didáticos e pedagógicos de livre acesso aos professores. Há 03 escrivaninhas, uma mesa de madeira para reunião, 07 cadeiras estofadas, 01arquivo de aço, 03 armários de aço e 01 armário embutido de madeira. A escola conta ainda com 01 televisor colorido de 33’, 01 aparelho de som, 01 máquina de alta pressão, 01 máquina de lavar piso e 01 cortador de grama profissional.

Esta escola dispõe de espaço adaptado para Sala de Leitura, com ar condicionado, livros didáticos de boa qualidade para leitura e pesquisa, enfim um rico e vasto acervo bibliográfico adquirido com recursos do Plano de Desenvolvimento da Escola (PDDE – Interativo), PDDE, da APM, do MEC e da Secretaria de Estado de Educação, além de doações da comunidade e outros. A sala serve também para reforço escolar no contra turno.

Na sala dos professores há 01 mesa grande, um frigobar, 01 armário de aço para professores de Arte, 12 cadeiras estofadas, um jogo de sofá, uma estante de aço para livros, encartes, revistas (interdisciplinar), 02 armários de aço com espaço para 24 professores.

A cozinha está equipada com 01 fogão industrial e 01 semi-industrial, 01 forno a gás, 01 freezer, 01 geladeira, 02 pias em mármore e inox e uma despensa com prateleiras de concreto para armazenamento de utensílios e alimentos.

Todo o mobiliário e equipamentos estão em bom estado de conservação.

 



6.6 - Existência de sala de recursos multifuncional.

Nesta escola o atendimento ao ANEE - educando com necessidade educacional especial é feito sob a forma de inclusão no ensino regular e através de serviços especializados na sala de recursos multifuncionais.

Conforme a deliberação CEE/MS nº. 7828 de 30 de Maio de 2005 que dispõe sobre a Educação Escolar de educandos com necessidades educacionais especiais no sistema estadual de ensino, a Escola Estadual Antonio Vicente Azambuja, junto com a orientação do NUESP, mantém uma sala de recursos, onde atende educandos com deficiência intelectual, síndrome de down, deficiência múltipla intelectual e deficiência múltipla física (cadeirante).

Durante o ano letivo é feito pelo professor regente e pelo coordenador pedagógico um acompanhamento aos educandos, preenchimento de fichas e entrevista com pais ou responsáveis. Identificando a necessidade de atendimento especializado, a equipe solicita avaliação e análise das técnicas da NUESP – Núcleo de Educação Especial/SED. Após estudo e avaliação, o processo é consolidado com o atendimento e acompanhamento do professor da sala de recursos multifuncionais que trabalha as dificuldades na aprendizagem, socialização e conhecimento.

O princípio da igualdade integra também o ideário da “educação para todos” e tem sido objeto de variadas interpretações com desdobramento nas práticas sociais educativas. Garantir, portanto, o princípio da igualdade constitui um desafio para todos nós que lutamos por uma sociedade justa, que compreende a escola como um espaço de formação para a cidadania. Defendemos a tese de que quanto mais cumpre sua função social mais a nossa escola contribui para formação de homens e cidadãos íntegros, críticos e participativos, orientando-se por objetivos pedagógicos e valores de cidadania.

A sala de recursos multifuncionais visa garantir a todo o educando, de ambos os sexos, o direito fundamental a educação e que a ele deva ser dada a oportunidade de obter e manter nível aceitável de conhecimento; desenvolver o conhecimento ajustado de si mesmo e o sentimento de confiança em suas capacidades afetiva, física, cognitiva, ética, estética, de inter-relação pessoal e de inserção social, para agir com perseverança na busca de conhecimentos e no exercício da cidadania; utilizar as diferentes linguagens, verbal, musical, matemática, gráfica, plástica e corporal, como meio para produzir, expressar e comunicar suas ideias, interpretar e usufruir das produções culturais; oportunizar ao educando o processo ensino-aprendizagem de acordo com sua capacidade individual ou coletiva; questionar a realidade formulando problemas e tratando de resolvê-los, utilizando para isso o pensamento lógico, a criatividade, a intuição, a capacidade de análise crítica, relacionando procedimentos e verificando sua adequação.

 



7 - Organização da escola

Numa concepção democrática a gestão escolar na Escola Estadual Antonio Vicente Azambuja se efetivará por meio da participação dos sujeitos sociais envolvidos com a comunidade escolar, na elaboração e construção de seus projetos, como também nos processos de decisão, de escolhas coletivas e nas vivências e aprendizagens de cidadania.

Os mecanismos de gestão democrática, tendo como perspectiva o exercício do poder nos termos do disposto no parágrafo 1º do artigo 1º da Carta Magna, contribuirão diretamente: I- para a consolidação da autonomia das escolas e o fortalecimento dos conselhos que propugnam por um projeto de desenvolvimento que torne à população do campo viver com dignidade; II- para a abordagem solidária e coletiva dos problemas do campo, estimulando a autogestão no processo de elaboração, desenvolvimento e avaliação das propostas pedagógicas das instituições de ensino. (Resolução CNE/CEB 1/2002. Diário Oficial da União, Brasília, 9 de abril de 2002. Seção 1, p.32).

No Brasil, o tema da autonomia das escolas encontra suporte na própria Constituição promulgada em 1988, que institui a “democracia participativa” e cria instrumentos que possibilitam ao povo exercer o poder “diretamente” (Art. 1°). No que se refere à educação, a Constituição de 1988 estabelece como princípios básicos o “pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas” e, a gestão democrática do ensino público (Art. 206). A lei destaca o princípio da gestão democrática, já presente na Constituição Federal de 1988 e cuja implantação só se concretiza se a gestão dos processos primar pela participação de todos os atores, no processo educacional.

Como se observa, o desafio de educar é grande, por isso elaboramos alguns referenciais que orientem nossos educandos, professores, pais, gestores e técnico-administrativos na busca por maior qualidade no ensino. A partir de agora, toda a escola desdobra atenção para: a. gestão democrática; o desenvolvimento de projeto; ter uma equipe escolar comprometida; garantir avaliação contínua e processual; buscar convênios e parcerias; ter transparência nas informações; fazer uso positivo das tecnologias educacionais; efetivar um trabalho coletivo; investir em formação continuada; manter ótimo relacionamento e interação da escola com a família, visando atender às especificidades dos trabalhadores do campo, permitindo-lhes melhor qualidade de vida.

A Escola Estadual Antonio Vicente Azambuja é considerada uma escola de referência pelo trabalho realizado com dinamismo, seriedade, compromisso e responsabilidade. Para bem atuar é preciso que todos os profissionais da escola coloquem sua filosofia, missão, metas e objetivos em primeiro plano, acentuando o compromisso profissional na busca de uma educação de qualidade.

A escola cresceu, abriu caminho para uma nova estrutura intelectual por meio das tecnologias, regida pela capacidade de criar e inventar em conformidade com as demandas dos novos tempos.

O PPP da escola é pautado na concepção de que a escola vive por e para a comunidade na qual está inserida. A proposta reflete a realidade que a cerca, a sua cultura, os seus valores e suas expectativas, inclusive para definir em que medida a escola irá reforçar ou se contrapor a práticas, hábitos e tradições dessa comunidade. Em todas as pesquisas realizadas percebemos que o nível de satisfação em relação à escola é muito bom, o que nos deixa com a certeza de que estamos trabalhando para uma educação de qualidade.

Em busca da superação do fracasso escolar, as estratégias de aprendizagem podem ser um caminho, onde o educando visa superar seu desempenho e desenvolver propósitos, metas e expectativas, crenças e emoções que resultem em uma motivação para a aprendizagem. O grande desafio para a gestão escolar é o de construir uma escola formadora de cidadãos, de pessoas que fazem a sua própria história e que colocam a escola como referência conquistada pelo respeito e o trabalho desenvolvido por todos. Contando com o PDDE - Interativo, um importante aliado no processo educacional, a equipe escolar e a comunidade tem a possibilidade de propiciar que a escola conheça seu desempenho atual para projetar o futuro, definindo o que irá fazer, como irá fazer, quem irá fazer e quais recursos irá utilizar para que possa alcançar um melhor desempenho, empenhando-se em dar visibilidade ao ensino, aos projetos e a qualquer outra atividade de natureza educativa.

A Escola Estadual Antonio Vicente Azambuja preocupa-se com as desigualdades e com o destino dos seus educandos. É uma escola que perpetua cultivo de valores, dinâmica, aberta, alegre, de ambiente acolhedor e que procura adequar-se às exigências, desafios e expectativas.



7.a - Proposta de trabalho para medidas de melhoria da organização da escola e do desempenho

Tema: Valorizando os diferentes saberes

 

 

“... Então o camponês descobre que, tendo sido capaz de transformar a terra, ele é capaz também de transformar a cultura, renasce não mais como objeto dela, mas também como sujeito da história”. Paulo Freire

 

 

           A educação além de ser uma prática social, é uma interação com o cidadão, ninguém aprende sozinho e sim a partir das experiências vividas, dos conhecimentos e dos valores apropriados. A escola é o lugar de encontro de muitas pessoas, que partilha conhecimentos, ideias, crenças e também conflitos, uma vez que acolhe a todos com valores e saberes diferente. Portanto, deve expressar de forma clara e democrática a sua intencionalidade educacional, organização, direcionamento e capacidade em construir e vivenciar práticas pedagógicas.

        Não podemos perder de vista as Diretrizes e a construção de um ambiente educativo que considere a heterogeneidade dos grupos humanos; valorize os conhecimentos dos diferentes sujeitos da aprendizagem e que estes contribuam para melhorar a vida das pessoas; respeite a heterogeneidade da relação desses sujeitos com a terra, com o mundo do trabalho e a cultura.

         Educação do Campo, portanto, “É toda ação educativa desenvolvida junto às populações do campo e fundamenta-se nas práticas sociais constitutivas dessas populações: os seus conhecimentos, habilidades, sentimentos, valores, modo de ser, de ver, de viver e de produzir e formas de compartilhar a vida” (Art. 2º da Resolução 01 – CNE/CEB 03/04/2002 – Diretrizes Operacionais para Educação do Campo).

        A escola do campo constitui-se em um espaço insubstituível para o estímulo ao estudo, à pesquisa, garantindo condições propícias para o educando absorver as habilidades necessárias, obter êxito e competência na sociedade, conservando a sua origem campesina. Seu currículo deve englobar não só os conteúdos das disciplinas, como também a concepção filosófica da educação que a escola quer realizar, que orientam para um planejamento coletivo considerando-se os princípios éticos da autonomia, da responsabilidade, da solidariedade e do respeito ao bem comum; princípios políticos dos direitos e deveres da cidadania, do exercício da criticidade e do respeito à democracia; princípios estéticos da sensibilidade, da criatividade, da ludicidade, da qualidade e da diversidade cultural; princípio político do respeito, da valorização e fortalecimento da identidade étnica e racial dos diferentes povos do nosso território; princípio político de explicitar o papel da escola junto a construção do projeto alternativo de desenvolvimento rural sustentável; princípio da interdisciplinaridade onde a construção do conhecimento precisa ser vista de forma integrada, interdisciplinar e a partir do contexto local; princípio metodológico da pesquisa não só como uma ferramenta de construção do conhecimento, mas como uma postura diante da realidade; princípio pedagógico da valorização dos diferentes saberes.

         É preciso que os educadores pensem e assumam outras metodologias, outras formas de ensinar e aprender. A Educação do Campo envolve os sujeitos educativos em uma distinta forma de organização do trabalho pedagógico e do trato com o conhecimento, apontando a busca de processos participativos de ensino e aprendizagem. O campo é um território vivo, repleto de possibilidades em que se estabelecem relações entre seres humanos e se produzem novas condições de existência, proporcionadas pelo avanço das ciências e das novas tecnologias.

        O olhar antes de povo atrasado e tradicionalista transforma-se em produção de vida, saberes e valores, de formação de sujeitos humanos e integrantes da sociedade, considerando que a produção se inicia na solidariedade e identidade cultural, fazendo do campo espaço pedagógico. O campo é um espaço que possibilita e dinamiza a vivência do aluno com a própria produção das condições sociais e com as realizações da sociedade em que vive.

        Pensar em produção e condições sociais nos remete a movimentos sociais que promovam a Educação do Campo. Arroyo nos leva a uma reflexão de como os movimentos sociais constroem propostas educativas e afirma que (...) os processos educativos passam pelo conjunto de experiências, vivências que o ser humano tem ao longo de sua vida. E a experiência que nos marca a todos é a experiência do trabalho, da produção, o ato produtivo que nos produz como pessoas. (ARROYO, 2004, p.76).

         Tendo em vista os desafios do mundo contemporâneo e a responsabilidade social que tem a escola na construção de cidadãos conscientes, não se pode improvisar nas ações que nortearão todo esse processo. É necessário, portanto, que todas as ações sejam planejadas de forma conjunta, articuladas e integradas, no sentido de minimizar as dificuldades apontadas no processo de aprendizagem dos alunos, possibilitando que a escola cumpra sua missão diante das exigências e complexidades da atual sociedade.

         Para Saraiva “se a avaliação permear todo o processo de ensino aprendizagem e se for entendida em todas as suas dimensões – avaliação do aluno, do professor, da escola -, possibilitará ajustes que contribuirão para que a tarefa educativa seja coroada de sucesso” (Saraiva 2005). A partir desse conceito e, tendo em vista a importância de um trabalho que defina ações concretas que possam se antecipar aos problemas e dificuldades encontradas ao longo do ano letivo foi elaborado este plano de ação.

 

 

7A.1- Metas

 

“TODOS OS DIAS UMA DOSE DE LEITURA”

 

- elevar o IDEB nos anos iniciais do Ensino Fundamental para 5.0 (hoje 3.6);

- elevar o IDEB nos anos finais do Ensino Fundamental para 6.0 (hoje 5.0);

- melhorar as aprendizagens e aumentar para 100% o índice de aprovação da escola.

 

7A.2- Ações

 

“DEPENDE DE NÓS MELHORARMOS AS METODOLOGIAS DE TRABALHO”.

 

 

- assegurar na nossa prática pedagógica, na nossa proposta, a finalidade de fazer aprender;

- garantir ao aluno sua evolução como ser social, cooperador, criativo e participativo;

- utilizar itens das avaliações de larga escala, nos exercícios do dia a dia para o aluno ir se familiarizando com elas;

- análise e interpretação dos resultados das avaliações externas (prova Brasil, SAEMS, SAEB) para replanejamento de ações pedagógicas;

- acompanhar desde o inicio do ano letivo os alunos com dificuldade de aprendizagem, zelando junto aos pais ou responsáveis pela frequência dos mesmos à escola e, se preciso, com apoio da Policia Militar e Conselho Tutelar;

- firmar parcerias com pessoas da comunidade para ampliar nosso programa de atendimento aos alunos e para melhoria da escola;

- para dinamizar as práticas pedagógicas e aumentar a aprendizagem dos nossos alunos, propor horas de estudo na escola, em contra turno, orientados pelos professores em hora/atividade. A proposta é que cada docente contribua com 02 h/a semanais objetivando incutir nos alunos o hábito de ler e estudar. Aos alunos do transporte escolar, será encaminhado comunicado aos pais sobre a possibilidade de os mesmos ficarem na casa de algum amigo e, se não for possível, a escola disponibilizar atividades xerocopiadas para desenvolverem em casa e acompanharem o conteúdo que perderam devido às ausências, nos dias chuvosos ou imprevistos do transporte escolar;

- promover atividades culturais que contemplem a participação das famílias na escola;

- solicitar ao Governo do Estado, por meio da Associação de Pais e Mestres, recursos para estruturar melhor a escola, como construção de laboratórios de ciências/biologia, matemática, física, química e arte; construção de uma biblioteca com espaço amplo, equipado e adaptado para reuniões; aquisição de computadores e livros para desenvolver a pesquisa científica; lousa digital – investimento tecnológico na sala de aula;

- realizar trabalhos voltados para Educação do Campo por meio de entrevistas com os pais, convite para expor conhecimentos práticos do seu cotidiano, promovendo troca de experiências;

- potencializar as forças da sala de aula criando um sistema de monitoria, apostando na capacidade e habilidade do educando do ensino médio e anos finais do ensino fundamental;

- somar esforços para garantir que o PPP – Projeto Político Pedagógico da escola seja realmente uma ferramenta de divisão de responsabilidades. 



7.1 - Gestão escolar

 A gestão democrática da escola pública só tem sentido se possibilitar a renovação de conceitos e práticas pedagógicas, de modo a favorecer o trabalho docente na busca de uma melhor aprendizagem dos alunos, razão principal da existência da escola. Como afirma Libâneo (2008, p. 78), “escola democrática é a que propicia as condições de desenvolvimento cognitivo, afetivo e moral dos alunos”. O projeto político pedagógico será um instrumento de trabalho útil para a comunidade escolar se ela conhecer a realidade dos alunos, de suas famílias e analisar os acertos e desacertos de suas práticas. Bem formulado o PPP é um guia para a melhoria da escola e da formação docente.

Ser gestor implica em atuar de forma ativa, dinâmica, criativa, interessada, presente, democrática, sendo capaz de delegar responsabilidades, ações e descentralizar funções para evidenciar os resultados positivos, trabalhar colocando a missão e as metas da escola em primeiro plano, dar visibilidade ao ensino, aos projetos e a toda atividade de natureza educativa, primar pela garantia de um ensino de qualidade aos educandos, nosso foco. Afinal, somos os responsáveis, como indica a etimologia da palavra, de fazer brotar, germinar, fazer nascer e prosperar, acontecer e perpetuar, o direito à educação.

Por essa razão, a equipe gestora tem a missão de garantir o acesso, intervindo junto aos educandos que estejam fora da escola, acompanhando a frequência mínima exigida. É importante realizar constante trabalho para solidificar a participação dos pais, cobrando compromisso e responsabilidade, bem como evidenciando providências tomadas e os procedimentos adotados, mediante registro das ações realizadas que efetivam amparo legal e comunicação às esferas superiores.

Asseverar, efetivamente este comprometimento com divisão de responsabilidades, facilita a participação dos envolvidos e a execução do PPP, visando atender as necessidades da escola, reconhecendo os esforços, avanços e iniciativas para estimular, motivar e realizar parcerias, uma demanda significativa para o alcance dos objetivos propostos.

Imbuídos por esse espírito de liderança e com novas possibilidades de tornar a gestão escolar mais dinâmica, democrática e participativa, efetivando maior envolvimento de todos os segmentos da escola, esperamos contribuir para a eficácia e êxito do processo educativo da Escola Estadual Antonio Vicente Azambuja, com o foco no educando, priorizando as metas a serem alcançadas e os objetivos a atingir, buscando dividir responsabilidades, compartilhar ideias e soluções voltadas para resultados plenos e cada vez mais eficazes.

Tendo em vista a ideia de cumplicidade dos indivíduos do processo educacional, vale ressaltar que:

 

As pessoas envolvidas no processo pedagógico devem estar abertas para a troca, a valorização dos saberes, o compromisso e responsabilidade com a vida, na postura política, na ética social e humana, no resgate das culturas e na pertença e identidade dos movimentos sociais do campo. (MACHADO, 2008, p. 37).

 

 

Sob esta ótica o papel do gestor é o de assumir e liderar a efetivação do direito à educação que implica garantir acesso, permanência e sucesso (qualidade), visto que a escola é um espaço historicamente construído para a concretização e desenvolvimento da aprendizagem e da prática social da educação.

Terá a sua atuação voltada para fazer a mediação entre o corpo docente e o discente, para que as propostas pedagógicas e curriculares possam ser desenvolvidas de forma eficaz; fornecer meios para favorecer o entrosamento entre a escola e a comunidade; trabalhar incansavelmente na criação de condições para que haja um processo de ensino aprendizagem onde garanta que o aluno efetivamente aprenda e, zelar pela melhor consecução possível da tarefa de toda a equipe escolar.

Portanto, o gestor deve reconhecer e valorizar o acesso à escola, mas é imprescindível que seu campo de atuação seja o de garantir que o educando entre e permaneça nela e ainda, oferecer uma educação de qualidade onde efetivamente o aluno possa aprender e construir sua trajetória de sucesso.É ser o responsável por fazer brotar, germinar, fazer nascer e prosperar as condições de aprendizagem. Sabemos que ainda há muito a fazer para que a escola tenha um bom padrão de qualidade. Essa é a certeza compartilhada. E, seguir acreditando que é possível transformar essa realidade, a cada dia, é o que nos move.

Gerir pessoas, alunos, equipe escolar, comunidade, constitui a parte mais sensível de todo o processo de gestão, haja vista ser um desafio constante manter a harmonia e o entusiasmo, o foco nos objetivos e planos e a satisfação com o trabalho realizado. Considerando a construção de um ambiente agradável, não pode haver na escola um clima de hostilidade, de individualismo, de irresponsabilidade e de não envolvimento, pois estes comprometem o andamento do planejamento participativo. É muito importante haver um ambiente de acolhida, aceitação mútua e interesses um pelo outro.

Para orientar os trabalhos nos próximos anos, foram definidos quatro eixos: democratização da gestão escolar: fortalecimento da gestão democrática; transformação e melhoria da prática pedagógica: com o desenvolvimento de trabalho que considere a construção de conhecimentos, garantindo que a escola formule seu projeto educacional, para que a melhoria da qualidade da educação resulte da corresponsabilidade de todos os educadores; integração entre a escola e comunidade: além de fortalecer a participação da comunidade na escola, estabelecer um intercâmbio sociocultural capaz de potencializar as forças da escola e amenizar as carências da comunidade e realização de avaliação institucional interna e controle bimestral do aluno: para verificar os resultados obtidos, bem como servir de base à análise, replanejamento e implementação de um processo continuo de construção e reconstrução das ações escolares.

É preciso buscar a eficiência nas questões didático-pedagógicas e administrativas, para garantir a permanência do aluno na escola, zelando pela boa organização financeira da instituição, do tempo e espaço escolar e informando aos pais e/ou responsáveis sobre a frequência e o rendimento dos alunos, procurando acompanhar e auxiliar na definição das regras e acordos com atenção para o seu cumprimento, mantendo constância e persistência em relação aos resultados, para intervir em situações que afetam a rotina, os relacionamentos, e cobrar a melhoria da qualidade do ensino que enaltece e exalta o sucesso escolar.

 

Do Conselho de Classe

 

O conselho de classe caracteriza-se fundamentalmente por um espaço específico de reflexão, decisão e ação sobre o processo de avaliação, não só dos alunos, da escola em si, como também do Projeto Político Pedagógico desenvolvido pela escola.

A escola cumpre e executa as reuniões do conselho de classe previstas no calendário escolar, atentando para a legislação vigente (resolução/SED n.3.019, art 29 ao 45 ). O Conselho de Classe tem a finalidade de orientar o trabalho pedagógico da escola, com vistas a redimensionar o trabalho docente ao alcance da aprendizagem dos estudantes. (Resolução /SED n.3.019 de 05/02/2.016,capitulo lV).

 A escola cumpre e executa as reuniões do conselho de classe previstas no calendário escolar, atentando para a legislação vigente. Considerando a existência e a finalidade do conselho de classe, prevê decidir sobre situações limítrofes dos estudantes, após exame final, caso possam ficar retidos. Situação limítrofe é o número de pontos necessários para aprovação do estudante, quando não for atingida a nota mínima exigida pela aprovação. ((Resolução /SED n.3.019 de 05/02 /2.016, artigo 35 capitulo lll). É feito registro em ata de ocorrência das decisões tomadas sobre as aprovações ou não por razão de situação limítrofe, sem alterar os resultados obtidos na aprendizagem e com as decisões tomadas pelo conselho.Elaborar um novo canhoto constando somente os estudantes que  foram  considerados aprovados na reunião do conselho de classe e observar no novo canhoto dados sobre a ata da reunião do conselho de classe,manter inalterado o primeiro canhoto,arquivar os canhotos com o resultado final e do conselho de classe. Os procedimentos previstos neste artigo deverão ser adotados antes da inserção no SGDE.

Nesta unidade escolar o conselho de classe é realizado bimestralmente com a presença de no mínimo 80% dos professores, coordenação pedagógica, direção escolar e líderes de sala que realizaram oitiva dos alunos da sua sala que serão repassadas ao conselho de classe.  Deverá ser dado a todos os envolvidos o poder da fala, a oportunidade de questionamento, de sugestão ao trabalho desenvolvido, análise dos relacionamentos, bem como críticas. A análise do desempenho é feita através do monitoramento; diagnostico da situação de ensino aprendizagem, acerca dos aspectos, participação, relacionamento e compromisso, a fim de socializar elementos que venham contribuir no trabalho interdisciplinar e, encaminhar procedimentos pedagógicos que venham ao encontro das necessidades ou dificuldades levantadas, planejamento e médias bimestraisÉ um momento muito importante da escola, pois através dele podemos realizar avaliações sucessivas, onde a equipe escolar se reúne para repensar a prática educativa e deliberar reajustes a serem realizados no plano de ensino, disciplina, turma ou sala de aula, com a perspectiva de verificação e continuidade da aprendizagem; adequação da metodologia de ensino e conteúdo programático para melhor atender aos educandos; desempenho do aluno e do professor; previsão de procedimentos de recuperação; desenvolvimento da auto avaliação do aluno e do professor e, encaminhamento de medidas pedagógicas a serem adotadas (decisões do conselho de classe).

 

Do Colegiado Escolar

 

O Colegiado Escolar é integrante da Unidade Escolar, de caráter deliberativo, executivo, consultivo e avaliativo, quanto a assuntos referentes à gestão pedagógica, administrativa e financeira, respeitando as normas legais vigentes. A direção da escola não é exercida apenas pelo diretor, envolvendo na gestão escolar também um colegiado, que representa a comunidade escolar, este atua em conjunto e traça o caminho para enfrentar problemas, tomar decisões administrativas, financeiras e, principalmente, pedagógicas. Seus membros participam como corresponsáveis na tarefa da educação, tornando seu espaço o foro de discussões das questões da escola na relação interna e com a comunidade.

A principal função do Colegiado Escolar é a de criar e garantir mecanismos de participação efetiva e democrática da comunidade escolar, na elaboração e acompanhamento do Projeto Político Pedagógico, do Regimento Escolar e do Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE - Escola), dar visibilidade ao ensino estimulando a melhoria do desempenho acadêmico dos alunos.

 

Da Associação de Pais e Mestres

 

            A APM - Associação de Pais e Mestres, entidade civil com personalidade jurídica, sem fins lucrativos, regida por estatuto próprio, de acordo com a legislação vigente, integra a Unidade Escolar (Art.33 da Resolução/SED 12.500/2 n.3003).

            Com a implantação do novo modelo de gestão, nas instituições onde existe o Colegiado Escolar constituído e atuante, a Associação de Pais e Mestres passou a ter a função de apoiá-lo, colaborando para o aperfeiçoamento do processo educacional, para a assistência escola e para a integração família-escola-comunidade.

            Sua principal função é interagir com a escola, como instrumento de transformação, de ação, promovendo o bem estar da comunidade do ponto de vista educativo, cultural e social, além de motivar convivência harmônica entre os pais e ou responsáveis legais com toda a unidade escolar. Atua como Unidade Executora na gestão da autonomia financeira da escola, com regulamentação específica para o seu funcionamento.

 

Do Grêmio Estudantil

 

            O Grêmio Estudantil é a entidade representativa dos interesses dos estudantes, com finalidades educacionais, culturais, cívicas, desportivas e sociais (Art.29 do Decreto 12.500/2008). É a sociedade organizada do corpo discente de uma escola. Sua principal característica é a de ser organizada e dirigida pelos próprios estudantes, que são seus verdadeiros protagonistas.

            A criação de um Grêmio Estudantil enriquece a vida dos alunos, não só por lhes abrir uma gama variada de possibilidades, como também, por efetivar que eles adquiram na prática a noção de responsabilidade.

 

“Só a escola com seu diretor, seu corpo docente, seus funcionários, suas associações de pais tem que examinar sua própria realidade específica e local; ali fazer um balanço das suas dificuldades e se organizar para vencê-las. Não há plano de melhoria empacotado por qualquer outro órgão que possa realmente alterar, substantivamente, a realidade de cada escola. Se a própria escola não for capaz de se debruçar sobre os seus problemas, de fazer aflorar esses problemas e de se organizar para resolvê-los, ninguém fará isso por ela”. (Azanha, 1995, p. 24)



7.2 - Organização do tempo e espaço

A Escola Estadual Antonio Vicente Azambuja atende no turno diurno: matutino (das 07h00min às 11h25min), vespertino (das 13h00min às 17h25min). No Ensino Fundamental, são 55 (cinquenta e cinco) educandos nos anos iniciais (3º ao 5º ano) e 177 (cento e setenta e sete) educandos nos anos finais (do 6º ao 9º ano), totalizando treze turmas e uma turma de Sala de Recursos Multifuncionais. No Ensino Médio atende 65 (sessenta e cinco) educandos (do 1º ao 3º ano), distribuídos em três turmas.

A organização do tempo e do espaço da escola é flexível e democrática. Na enturmação, a escola distribui as turmas atendendo a realidade local, priorizando as vagas do período matutino para os educandos que dependem de transporte escolar (principalmente das linhas que os transportam apenas neste período) e para os que residem, geograficamente, mais distantes da escola. A Organização Curricular do Ensino Fundamental (anos iniciais e finais) e do Ensino Médio, o Regime Escolar, a Organização do Ano Escolar e do Ano Letivo, anualmente, são normatizados pela Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso do Sul.

As etapas da Educação Básica e da Educação Profissional serão implantadas, observadas as disponibilidades físicas do prédio, os recursos humanos e orçamentários existentes, bem como as necessidades da comunidade (Art. 5º, parágrafo único, Decreto 13.770).

A Escola Estadual Antonio Vicente Azambuja organiza seu ambiente escolar sempre com o objetivo de favorecer o educando. A equipe escolar busca conscientizar nossos educandos a manter sempre o ambiente agradável e prazeroso. A escola estabelece no início de cada período letivo o horário das aulas de modo a assegurar práticas pedagógicas que aprimorem a qualidade de ensino. As atividades extraclasses, os jogos internos, o desenvolvimento de projetos, as reuniões e qualquer outra iniciativa, são planejadas de forma que não afetem o desempenho e o andamento das atividades curriculares.

 

7.2.1. Modalidades de ensino

 

               Escola do campo é aquela que trabalha os interesses, a política, a cultura e a economia dos diversos grupos de trabalhadores e trabalhadoras do campo, nas suas diversas formas de trabalho e de organização, produzindo valores, conhecimentos e tecnologias na perspectiva do desenvolvimento social e econômico igualitário da população do campo, respeitando as especificidades e as necessidades locais.

               A Escola Estadual Antonio Vicente Azambuja fará uso da Matriz Curricular – Regular do Ensino Fundamental e do Ensino Médio. Para sua operacionalização a escola do campo deve levar em consideração o espaço escolar e outros ambientes externos que contribuam para a promoção do processo de ensino e de aprendizagem. O espaço externo abrange atividades de pesquisa/projetos, de leitura e de trabalho, acompanhadas, orientadas, avaliadas e com registro feito pelo professor.

Considerando a classificação de Educação Básica do Campo, vale destacar que outros elementos fundamentais do processo nas escolas do campo estão na relação da cultura e comunicação, na busca de compreender diferentes linguagens, utilizando-se de técnicas de organização de atividades que potencializem o resgate das comunidades, dos saberes e das histórias, como princípios do processo de ensino e de aprendizagem.

A educação básica do campo tem um vínculo com a matriz pedagógica do trabalho e da cultura. Está intrinsecamente ligada ao trabalho e à cultura do campo. A leitura dos processos produtivos e dos processos culturais formadores dos sujeitos que vivem no campo é tarefa da construção do PPP da educação do campo. O trabalho contribui de forma significativa na formação do ser humano. Busca-se recuperar toda uma tradição pedagógica de valorização do trabalho como princípio educativo, de compreensão do vínculo entre educação e produção e de discussão sobre as diferentes dimensões e métodos de formação do trabalhador, cotejando todo esse acúmulo de teorias e de práticas com a experiência específica de trabalho e de educação dos camponeses.

As escolas do campo terão em seu PPP o(s) eixo(s) temático(s) Terra-Vida-Trabalho e os fundamentos das diversas áreas de conhecimento norteadores de toda a organização curricular interdisciplinar, abrangendo as disciplinas e seus conteúdos, bem como outras atividades escolares que venham enriquecer a formação dos educandos, relacionando-os entre si e atendendo à realidade da comunidade.

O(s) eixo(s) temático(s) devem perpassar toda a abordagem pedagógica, teórica e prática da formação dos educandos, pois direciona seu conteúdo e sua metodologia para temas da realidade camponesa que precisam ser tratados pela Educação Básica do Campo a ser concretizada. Para que se possa realizar um trabalho coerente e interdisciplinar, os professores formarão coletivos pedagógicos, nos quais deverão primar pelo estudo e desenvolvimento de metodologias dinâmicas e diversas.

 

7.2.2. Organização curricular

 

            A organização curricular das escolas do campo implica participação e diálogo com a comunidade escolar. Nesse sentido, os conteúdos escolares serão redimensionados a partir do contexto produtivo e cultural dos sujeitos do campo.

            A oferta da Educação Básica para a população rural nas escolas do campo deve fundamentar-se em princípios e procedimentos previstos nas Diretrizes Curriculares Nacionais de todas as etapas do nível da educação escolar; nas Diretrizes Operacionais para a Educação Básica nas Escolas do Campo e no PPP da instituição de ensino. Na oferta, deverão ser promovidas as adaptações e adequações que se fizerem necessárias ao atendimento das peculiaridades da vida rural e de cada região.

A escola do campo terá no Ensino Fundamental e no Ensino Médio, o eixo temático Terra-Vida-Trabalho e os fundamentos das diversas áreas de conhecimento norteadores de toda a organização curricular interdisciplinar, abrangendo as disciplinas e seus conteúdos, bem como outras atividades escolares que venham a enriquecer a formação dos educandos, relacionando-os entre si e atendendo à realidade da comunidade.

            Esta escola oferece o Ensino Fundamental e o Ensino Médio, no turno diurno (períodos matutino e vespertino), de acordo com as normas legais vigentes, com as Diretrizes Curriculares Nacionais e as Políticas Educacionais da Secretaria de Estado de Educação, por meio do Referencial Curricular da Educação Básica da Rede Estadual de Ensino que normatiza a sequência dos conteúdos, competências, habilidades, temas transversais, visando linearidade curricular. A metodologia adotada está entre os vários recursos disponíveis como: vídeo, DVD, data show, retro projetor, livros, mapas, revistas, jornais, músicas, fotografias, charges, internet, etc. As aulas contemplam: diálogos, debates, discussões individuais e em dinâmicas de grupo, apresentação de seminários, pesquisas e projetos interdisciplinares; aulas expositivas, aplicação e resolução de exercícios orais e escritos.

            O suporte tecnológico da Sala de Tecnologia Educacional é muito valioso e bastante explorado pelos docentes. Consideramos que o desenvolvimento da tecnologia atinge de tal modo as formas de vida da sociedade que a escola não pode ficar à margem dessa mudança. Não se trata da implantação de novos projetos, pois entende-se que são criadas novas formas de comunicação, novos estilos de trabalho, novas maneiras de ter acesso ao conhecimento e de produzi-lo.

            O currículo do Ensino Fundamental contém obrigatoriamente uma base nacional comum e complementada por uma parte diversificada, que constituem em um todo integrado e não podem ser considerados dois blocos distintos, conforme o estabelecido na Resolução/CEB/CNE nº 7 de 14/12/2010. A articulação entre a base nacional comum e a parte diversificada do currículo do ensino fundamental, possibilita a sintonia dos interesses mais amplos de formação básica do cidadão com a realidade local, as necessidades dos educandos, as características regionais da sociedade, da cultura e da economia e perpassa todo o currículo. Estrutura-se em: I- anos iniciais, com 5 (cinco) anos de duração, atendendo à faixa etária de 06 (seis) a 10 (dez) anos. A carga horária anual nos anos iniciais é de 840 (oitocentas e quarenta) horas, com jornada diária de 05 (cinco) horas de 50 (cinquenta) minutos cada; II- anos finais, com 04 (quatro) anos de duração, atendendo à faixa etária de 11 (onze) a 14 (quatorze) anos. A carga horária anual nos anos finais é de 867 (oitocentas e sessenta e sete) horas, com jornada diária de 05 (cinco) horas-aula. Ambos têm a duração de 200 (duzentos) dias letivos.

            O Ensino Médio, etapa final da educação básica, com duração mínima de três anos, tem um currículo pautado em três eixos que contribuem para a formação do cidadão: formação cultural, formação econômica e formação política voltadas para o campo. A carga horária anual é de 864 horas, em pelo menos 200 dias de efetivo trabalho escolar. A Organização Curricular do Ensino Médio tem uma base nacional comum e uma parte diversificada que não devem constituir blocos distintos, mas um todo integrado, de modo a garantir tanto conhecimentos e saberes, comuns necessários a todos os educandos, quanto uma formação que considere a dimensão e as características locais e especificidades regionais. O currículo é organizado em 04 (quatro) áreas de conhecimento: I – Linguagens, área que contempla as disciplinas de Língua Portuguesa l, Língua Portuguesa ll, Literatura, Arte, Educação Física e Língua Estrangeira Moderna – Inglês; II - Ciências da Natureza área que contempla as disciplinas de Biologia, Física, Química e os Eixos Temáticos: Terra-vida-trabalho; III – Matemática área que contempla a disciplina de Matemática l e Matemática ll; IV - Ciências Humanas, área que contempla as disciplinas de História, Geografia, Filosofia e Sociologia. No âmbito das disciplinas e permeando todo o currículo deverão ser assegurados, como tratamento transversal e de maneira integrada, os seguintes temas: educação alimentar e nutricional, processo de envelhecimento, respeito e valorização do idoso,educação ambiental; educação para o trânsito; educação em direitos humanos; saúde, sexualidade, gênero e vida familiar. O currículo do Ensino Médio deve garantir ações que promovam à educação tecnológica básica, a compreensão da ciência, das letras e das artes, a adoção de metodologias de ensino e de avaliação de aprendizagem que estimulem a iniciativa dos educandos.

 

 

Anexo I da Resolução/SED n. 3.016,de 04 de outubro de 2.016.

 

MATRIZ CURRICULAR - ENSINO FUNDAMENTAL

Ano: a partir de 2016

Duração da Semana Letiva: 5 dias

Turnos: diurno e noturno

Duração da aula: 50 (cinquenta) minutos

Duração do ano letivo: 200 (duzentos) dias

 

 

 

 

Áreas de Conhecimento

Componentes Curriculares

1º Ano

2º Ano

3º Ano

4º Ano

5º Ano

6º Ano

7º Ano

8º Ano

9º Ano

Base Nacional Comum e Parte Diversificada

Ciências da Natureza

Ciências da Natureza

02

02

02

02

02

02

02

02

02

Eixos Temáticos: Terra-Vida-Trabalho

02

02

02

02

02

02

02

02

02

Matemática

Matemática l

06

06

06

06

06

04

04

04

04

Matemática ll

-

-

-

-

-

02

02

02

02

Ciências Humanas

História

02

02

02

02

02

02

02

02

02

Geografia

02

02

02

02

02

02

02

02

02

 

Língua Portuguesa l

06

06

06

06

06

04

04

04

04

Linguagens

Língua Portuguesa ll

-

-

-

-

-

02

02

02

02

 

Arte

02

02

02

02

02

01

01

01

01

Educação Física

03

03

03

03

03

02

02

02

02

Língua Estrangeira Moderna

-

-

-

-

-

02

02

02

02

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ensino Religioso

 

-

-

-

-

-

01

01

01

01

CargasHorárias

Semanal em h/a

25

25

25

25

25

26

26

26

26

Anual em h/a

1000

1000

1000

1000

1000

1040

1040

1040

1040

Anual em horas

834

834

834

834

834

867

867

867

867

 

 

 

 

 

 

 

Anexo Ill da Resolução/SED n. 3.016,de 04 de outubro de 2.016.

 

MATRIZ CURRICULAR - ENSINO MÉDIO

Ano: a partir de 2016

Turnos: diurno e noturno

Semana Letiva: cinco dias

Duração da aula: 50 (cinquenta) minutos

Duração do ano letivo: 200 (duzentos) dias

 

Base Nacional Comum e Parte Diversificada

Áreas do Conhecimento

Disciplinas

1º Ano

2º Ano

3º Ano

Linguagens

Língua Portuguesa l

02

02

02

Língua Portuguesa ll

01

01

01

Literatura

01

01

01

Arte

01

01

01

Educação Física

01

01

01

Língua Estrangeira Moderna - Inglês

02

02

02

Ciências da Natureza

Física

02

02

02

Química

02

02

02

Biologia

02

02

02

Eixos Temáticos: Terra-Vida-Trabalho

02

02

02

Matemática

Matemática l

02

02

02

Matemática ll

01

01

01

Ciências Humanas

Geografia

02

02

02

História

02

02

02

Filosofia

01

01

01

Sociologia

01

01

01

Totais de Cargas Horárias

Semanal em h/a

25

25

25

Anual em h/a

1000

1000

1000

Anual em horas

834

834

834

 

 

            A definição da Língua Estrangeira Moderna de freqüência obrigatória e de freqüência facultativa pelo estudante ficará a cargo da comunidade escolar (parágrafo único do Anexo Ill da Resolução/SED n. 3.016, de 04 de outubro de 2.016).

          No âmbito das disciplinas e permeando todo o currículo, deverão ser assegurados, como tratamento transversal e de maneira integrada os seguintes temas: Educação Alimentar e Nutricional; processo de envelhecimento, respeito e valorização do idoso; Educação Ambiental ; Educação para o Trânsito ; Educação em Direitos Humanos e Saúde, sexualidade, gênero e vida familiar. O currículo do Ensino Médio deve garantir ações que promovam à educação tecnológica básica, a compreensão da ciência, das letras e das artes, a adoção de metodologias de ensino e de avaliação de aprendizagem que estimulem a iniciativa dos estudantes.

            Ainda vale destacar que a escola participa do programa Ensino Médio Inovador (ProEMI) que tem como objetivo melhorar substancialmente o desempenho dos educandos em língua portuguesa e matemática e diminuir os índices de evasão. Também utilizamos o jornal como um valioso instrumento pedagógico, trabalhando efetivamente em sala de aula como uma ferramenta prática para a motivação do ensino. Permite a contextualização dos fatos que permeiam o cotidiano da realidade local, das cidades, do país e do mundo.

Esta atividade, em grande parceria com o Jornal O Progresso, desencadeia nos educandos a atitude de ter uma postura crítica diante da realidade que os cerca, proporcionando por meio de investigação, acerca da nossa realidade, os impactos sociais positivos e/ou negativos que ocorrem em nossa comunidade. Tudo isso tem o propósito de contextualizar todas as informações, de modo a interferir de maneira positiva, procurando meios de agir como cidadãos e cidadãs transformadores do meio em que se vive. 

O Governo do Estado de Mato Grosso do Sul por intermédio da Secretaria de Estado de Educação tem como uma de suas metas oferecer uma educação pautada em sólidos parâmetros para subsidiar a práxis do professor e, para tanto estabeleceu o compromisso de melhorar o sistema público estadual de educação, fortalecendo a instituição escolar com valores que primam pelo compromisso, excelência, ética, equidade e cooperação, implementando a qualidade na ação educativa para a construção da cidadania.

 

7.2.3. Proposta curricular contextualizada

 

O referencial curricular da educação básica para o ensino fundamental e o ensino médio é a linha mestra da rede estadual de ensino que dá parâmetros ao trabalho pedagógico. A Escola Estadual Antonio Vicente Azambuja intenciona complementa-lo de acordo com suas expectativas, com autonomia, metodologia diferenciada, apropriando-se dos conteúdos como meio para ampliar conhecimento, habilidades, competências e desenvolver um processo contextualizado com a realidade local. Tais aspectos estão garantidos no perfil do professor e do diretor neste PPP.

Em nossa escola a proposta curricular contextualizada é realizada com o compromisso por uma educação de qualidade. A diversidade cultural nos coloca em face de um universo cotidiano, constituído pelos mais variados valores, padrões e condições de vida. A escola procura envolver todos os segmentos na execução dos projetos, o que demonstra um ponto positivo, pois poderá contar com toda a equipe para ajudar a desenvolver ações que combatam os problemas emergentes.

Nossa escola realiza projetos culturais, artísticos e esportivos, de cunho educacional, não só durante as aulas, mas também fora delas. Esta iniciativa oferece uma rica mostra das muitas possibilidades de inovação e contextualização. No dia a dia, essas ações contribuem para a construção de uma educação mais prazerosa, e com resultados cada vez mais positivos. Isto justifica a nossa convicção de que vale a pena ousar com os olhos voltados a uma escola, capaz de se renovar a cada dia, utilizando uma metodologia diferenciada, contextualizada e interdisciplinar, que fortalece a dinâmica curricular para a melhoria da qualidade de ensino.

Cabe ao professor, com paciência e persistência:

 

“[...] quebrar a noz dentro da qual o aluno se enclausura” para mostrar-lhe o mundo não apenas para que o descortine, mas para que sobre o mesmo atue, inventando meios e processos para se trabalhar e respeitar os valores do pluralismo e da paz, da democracia e da compreensão mútua e solidária’’. (Ray Bradbury, in Marinheiros e Professores, p. 44, 1999)



8 - Relações entre a escola e a comunidade

 

            Pesquisas mostram que o envolvimento da família na vida escolar é fundamental, por isso o seu compromisso é indispensável. Aproximar os pais do trabalho pedagógico é um dever dos gestores. A LDB (Lei 9.394/96) e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) asseveram que as escolas têm a obrigação de se articular com as famílias e os pais têm direito a ter ciência do processo pedagógico, bem como de participar da definição das propostas educacionais.

Gestão da escola pública no contexto atual requer uma mudança de comportamento de todos os indivíduos envolvidos com o processo educacional. A gestão democrática da escola sugere que todos os membros da comunidade escolar sejam seus dirigentes e gestores. Na gestão democrática, pais, educandos, professores e servidores assumem sua parte de responsabilidade pelo projeto da escola.

Entendemos que formando laços, os segmentos escolares e todas as ações pertinentes ao processo educativo terão um retorno muito proveitoso, pois é fundamental criar um ambiente de compromisso, ativo de responsabilidades, onde se sintam corresponsáveis pelo trabalho desenvolvido, firmado com o propósito de agregar valores para dar sabor ao saber pedagógico.

Associar à educação uma gestão democrática e participativa é o principal meio de instrumentalização do indivíduo para o exercício de suas funções na escola, assim sendo, essa prática apresenta uma gestão direcionada para a aprendizagem. A magia está em reunir os esforços de todos, por esta razão o perfil do diretor deve ser o de sujeito que dedica tempo, tem presença na escola e mantém um clima escolar agradável (escola limpa, clima físico, segurança, boa aparência, ambiente ordeiro, convivência harmoniosa), valorizando a utilização do tempo, garantindo a participação da comunidade e administrando os recursos de forma sistemática e colegiada, mediante gestão participativa.

Nesta escola é muito boa a articulação e o entrosamento entre a escola e a família e conforme assevera Fonseca:

 

A construção de uma cultura democrática só é possível a partir de práticas democráticas. Os princípios e regras que norteiam essa prática, embora ligados à natureza universal dos valores democráticos, têm uma especificidade intrínseca à natureza e ao projeto social de cada escola ou sistema escolar. A escola não é democrática só por sua prática administrativa. Torna-se democrática por suas ações pedagógicas e essencialmente educativas. (FONSECA, 1997, p.49)

 

Como um princípio consagrado pela Constituição vigente, a gestão escolar abrange as dimensões pedagógicas, administrativas e financeiras e conceber a prática de uma gestão democrática é o novo desafio que se instaura, pois exige uma ruptura histórica na prática administrativa da escola, com o enfrentamento das questões de exclusão e reprovação, da fraca participação dos pais na vida escolar dos filhos e da não permanência do educando na sala de aula, na maioria das vezes por descompromisso dos pais.

Apesar da grande dificuldade apresentada, em relação à participação dos pais, no processo ensino aprendizagem dos educandos, a escola proporciona diversas atividades extraclasses, no sentido de fortalecer este vínculo, junto aos familiares buscando alternativas que possam superar os aspectos considerados deficitários na formação do indivíduo que almejamos para a sociedade. Dentre essas alternativas  procura oportunizar a presença da família no desenvolvimento das atividades disciplinares, na elaboração dos projetos como: festa junina, comemoração do dia das mães, dos pais e do educando, feira de ciências e do conhecimento, jogos escolares, bem como promover palestras, e outras ações que visam o enriquecimento da cultura e do aprendizado do educando, como o acompanhamento do aproveitamento bimestral e a participação na reelaboração de estratégias de aprendizagem.

O conselho de classe amplia a possibilidade de efetivar um processo participativo e comprometido. É um momento riquíssimo para avaliar os processos de ensino, de gestão com vistas a melhorar o desempenho de todos.

A gestão democrática requer a compreensão em profundidade dos problemas postos pela prática pedagógica. Busca resgatar o controle do processo e do produto do trabalho pelos professores e inclui a ampla participação dos diferentes segmentos da escola nas decisões e ações administrativas e pedagógicas desenvolvidas.



9 - Concepções teóricas

9 - CONCEPÇÕES TEÓRICAS

 

A concepção de ensino pensada em nosso PPP dá ênfase às relações sociais e de comunicação. O objetivo principal de nossa comunidade escolar é ser um agente de transformação social, proporcionando ao educando importantes e variadas informações, para que se tornem agentes de sua própria formação.

Para tanto, nossa principal finalidade, tanto na vertente da educação escolar como da educação social, é a formação de cidadãos que questionem, atuem e que transformem a realidade social. No novo paradigma educacional, a aprendizagem escolar deve ser integradora, anulando a diferença entre a teoria e a prática. Já não há lugar para a dicotomia entre o saber e o fazer. Saber é saber fazer.

O propósito é expor o alcance da participação tão desejada na Escola Estadual Antonio Vicente Azambuja, através de uma gestão democrática que prioriza o fazer coletivo, visa à participação efetiva e eficaz dos diferentes segmentos que contribuem para o desenvolvimento da educação, buscando realizar um trabalho com maior significância na vida da escola.

É essencial motivar toda a comunidade escolar para realizar um trabalho que amplie a qualidade da educação da escola, tendo como foco principal tornar significativa a aprendizagem dos educandos e a melhoria da eficácia escolar, tentando asseverar uma participação mais positiva dos pais nos processos escolares, por ser um dos nossos pontos fracos.

Isso tudo tem implicações mais do que importantes para uma educação escolar que tenha por finalidade a formação humana. Em primeiro lugar é preciso ter presente que não basta formar para o trabalho, ou para a sobrevivência, como parece entender os que vêem na escola apenas um instrumento para preparar para o mercado de trabalho ou para entrar na universidade (que também tem como horizonte o mercado de trabalho). Se a escola deve preparar para alguma coisa, deve ser para a própria vida, mas esta entendida como o viver bem, no desfrute de todos os bens criados socialmente pela humanidade. Não basta a escola “preparar para” o bem viver, é preciso que ao fazer isso ela estimule e propicie esse bem viver, ou seja, é preciso que a escola seja prazerosa para seus educandos. A primeira condição para propiciar isso é que a educação se apresente enquanto relação humana dialógica, que garanta a condição de sujeito tanto do professor quanto do educando.

O processo pedagógico constitui verdadeiro trabalho humano, supõe a existência de um objeto de trabalho que, no caso, é o próprio educando. É este que, de fato, constitui o objeto da ação educativa e que, no processo, se transforma (em sua personalidade viva) no novo produto que se visa realizar. Não pode haver “boa” aula se não houve aprendizagem por parte do educando. A produtividade da escola mede-se, portanto, pela realização de seu produto, ou seja, pela proporção dos educandos que ela consegue levar a se apropriar do saber produzido historicamente. Isto supõe dizer que a boa escola envolve ensino e aprendizagem ou, melhor ainda, supõe considerar que só há ensino quando há aprendizagem.

Além disso, há que se atentar também para a peculiaridade do processo pedagógico. Não tem sentido, pois, por a culpa no educando pelo fracasso da aprendizagem, como o argumento de que esta não se deu porque o educando não quis aprender. Ser detentor de vontade (enquanto sujeito humano que é) faz parte das especificações do próprio objeto de trabalho, que devem ser levadas em conta na “confecção” do produto. Levar o educando a querer aprender é a tarefa primeira do professor e da escola, da qual dependem todas as demais.

 

Educação

 

“Educar é impregnar de sentido o que fazemos a cada instante!” (Paulo Freire)

 

Educação, portanto, é uma estratégia importante para a transformação da realidade dos homens e mulheres do campo, em todas as suas dimensões. Tem o poder de rodear-nos, está nas relações interpessoais, no conviver e na saborosa troca de saberes.

Ela abrange, com relação a educação do campo, várias dimensões da pessoa humana as quais constituem o processo formativo. Compreende que os sujeitos possuem história, participam de lutas sociais, produzem arte, fazem parte de grupos, de gêneros, de raças, de etnias e de classes sociais diferenciadas. Portanto, o currículo se desenvolve das formas mais variadas de construção e reconstrução do espaço físico e simbólico, do território e do meio ambiente buscando a integração do trabalho pedagógico.

Educação é conjunto, soma de esforços, construção coletiva, tendo em vista que todos os que atuam na escola são profissionais da educação. Mostrar que a sala de aula limpa facilita a tarefa dos professores e deixa os educandos confortáveis para aprender, aproxima a equipe da limpeza dos resultados da escola. Transmitir essa consciência para todos é uma maneira que encontramos para formar uma equipe coesa e que atua para um mesmo objetivo educacional, em cada atividade que exerce, seja ela qual for.

A Educação do Campo se apresenta, portanto, como estratégia educacional que se integra ao projeto de emancipação política, cultural, econômica e social dos povos do campo. Na Educação do Campo educar também é ensinar a importância de participar e de pensar o campo como parte da unidade que é o país, em que campo e cidade se complementam sem se excluírem.

Por esse motivo, o conceito de qualidade da educação tem a ver com uma concepção de produto educacional que transcende a mera exposição de conteúdos de conhecimento, para fundar-se em resultado de uma prática social que atualiza cultural e historicamente o educando.

Para isso funcionar é preciso motivar a equipe a assumir e compartilhar responsabilidades nas múltiplas áreas de sua atuação na escola. Nesse contexto, todos terão liberdade de atuar e intervir, sentindo-se à vontade para criar e propor soluções para os diversos problemas que surgem, com o fim de atingir os objetivos da instituição, haja vista que os processos educacionais são complexos e sempre há desdobramentos novos a desenvolver.  Resultados a competências podem sempre melhorar.

 

Escola

 

Espaço educativo de saberes, aprendizagens e troca de experiências, com propostas pedagógicas que valorizem, na organização do ensino, a diversidade cultural e os processos de interação e transformação, a gestão democrática, o acesso ao avanço científico e tecnológico e respectivas contribuições para a melhoria das condições de vida e a fidelidade aos princípios éticos que norteiam a convivência solidária e colaborativa nas sociedades democráticas.

Um ambiente educativo acolhedor incentiva a reprodução de experiências bem sucedidas, acelera a busca por uma educação de qualidade e favorece o acesso a outros direitos sociais fundamentais para melhorar a vida das pessoas.

As aprendizagens que os educandos realizam na escola serão significativas quando conseguirem estabelecer relações entre os conteúdos escolares e os conhecimentos previamente construídos por eles, num processo de articulação de nossos significados. O professor deverá estar preparado para fazer as intervenções educativas sempre que necessário e, ainda ter propostas claras sobre o que, quando e como ensinar e avaliar, a fim de que possibilite o planejamento de atividades de ensino, situações de aprendizagens e de maneira adequada. É preciso considerar também a realidade local, com criatividade no uso de estratégias e metodologias que atendam às capacidades cognitivas dos educandos próprios da zona rural e, que sejam coerentes com seus objetivos.

A escola de qualidade promove a prática pedagógica inclusiva quando acompanha de perto cada educando, respeitando diferenças e oferecendo oportunidades que atendam às diversas dinâmicas do aprendizado, sem medir esforços para garantir que todos os educandos tenham uma formação completa. A gestão de qualidade garante que a escola ofereça condições próprias de aprendizado aos educandos e de trabalho a professores e servidores. A boa gestão deve adotar mecanismos de apoio e monitoramento das ações educativas, como os indicadores oficiais de avaliação, que quantificam e consolidam as boas práticas das instituições de ensino. Um ambiente escolar acolhedor, organizado e solidário é fundamental para o bom desenvolvimento do ensino e da aprendizagem. Garantir tais condições é dever de toda a escola. 



10 - Critérios e formas de avaliação de aprendizagem

A Educação básica do Campo atende a Educação em suas etapas de Educação infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio e Educação Profissional Técnica em nível médio integrada com o Ensino Médio, têm como objetivo universalizar o acesso, erradicar o analfabetismo, formar integralmente o educando do campo, por meio dos conhecimentos historicamente acumulados, articulando o ensino com a produção e preservação do meio ambiente, destinado as populações rurais em suas mais variadas formas de produção da vida: os agricultores familiares, os extrativistas, os pescadores artesanais, os ribeirinhos, os assentados e acampados da reforma agrária, os trabalhadores assalariados rurais, os quilombolas, os caiçaras, os povos da floresta, os caboclos e outros que produzam suas condições materiais de existência a partir do trabalho do meio rural e aquela escola situada em meio rural, conforme definida pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, ou aquela situada em área urbana, desde que atenda predominantemente a populações do campo. (Decreto n.7.352 de 4/11/2010).

            A avaliação ocorrerá como parte do processo de construção do conhecimento, interagindo com as outras áreas do conhecimento. Na avaliação interdisciplinar serão registrados os resultados, de acordo com o regente do componente curricular Terra-Vida-Trabalho, que avalia uma série de interpretações e informações do desempenho considerando o conhecimento e a vivência do educando campesino. Faz parte do processo educativo e tem como objetivo contribuir para formação de pessoas autônomas críticas e conscientes (art. 2° da resolução/SED de 05 de fevereiro de 2.016). Ela verifica as dificuldades ou defasagens e progressos do educando e é um recurso pedagógico capaz de: determinar o alcance dos objetivos educacionais; identificar o progresso do educandos e suas dificuldades; fornecer as bases para o planejamento e o replanejamento das atividades curriculares; propiciar ao educando condições de desenvolver espírito crítico e avaliar o seu conhecimento; apurar o rendimento escolar do educando, com vistas à sua promoção e continuidade de estudos; reposicionar o educando mediante os institutos da aceleração de estudos e do avanço escolar, quando necessário; aperfeiçoar o processo de ensino e de aprendizagem.

A avaliação da aprendizagem deve ser realizada de forma contínua, sistemática e integral ao longo de todo o processo de ensino e de aprendizagem. A avaliação da aprendizagem, para o Ensino Fundamental e Ensino Médio, tem caráter formativo e qualitativo predominando sobre o quantitativo e classificatório. Adota uma estratégia de progresso individual e contínuo que favorece o crescimento do educando, preservando a qualidade necessária para a sua formação escolar, sendo organizadas de acordo com regras comuns a essas duas etapas (Resolução CNE/CEB 4/2010, de 13 de julho de 2010, publicada no DOU de 14/07/2010, Seção 1, p.824).

O rendimento mínimo exigido é 6,0 (seis), por componente curricular ao final de cada bimestre letivo. Nesta unidade escolar a média será formalizada através de trabalhos, projetos, avaliações mensais e bimestrais.

Ainda considerando a Resolução CNE/CEB nº 4, de 13 de julho de 2010 (publicada no Dou de 14/07/2010, Seção 1, p.824), estabelece diretrizes complementares, normas e princípios para o desenvolvimento de políticas públicas de atendimento da Educação Básica do Campo. Segundo o Capítulo II, Art.46, a avaliação no ambiente educacional compreende 3 (três) dimensões básicas: I - avaliação da aprendizagem; II - avaliação institucional interna e externa; III - avaliação de redes de Educação Básica. Na Seção I – Avaliação da aprendizagem, o Art. 47 nos diz que: a avaliação da aprendizagem baseia-se na concepção de educação que norteia a relação professor-educando-conhecimento-vida em movimento, devendo ser um ato de reflexo de reconstrução da prática pedagógica avaliativa, premissa básica e fundamental para se questionar o educar, transformando a mudança em ato, acima de tudo político. No § 1º: a validade da avaliação, na sua função diagnóstica, liga-se à aprendizagem, possibilitando o aprendiz a recriar, refazer o que aprendeu, criar, propor e, nesse contexto, aponta para uma avaliação global, que vai além do aspecto quantitativo, porque identifica o desenvolvimento da autonomia do educando, que é indissociavelmente ético, social, intelectual. No § 2º: em nível operacional, a avaliação da aprendizagem tem como referência o conjunto de conhecimentos, habilidades, atitudes, valores e emoções que os sujeitos do processo educativo projetam para si de modo integrado e articulado com aqueles princípios definidos para a Educação Básica, redimensionados para cada uma de suas etapas, bem assim no PPP.

O propósito da avaliação é contribuir para a garantia do direito fundamental de todo educando: o direito de aprender. Ao produzir informações precisas sobre o desempenho escolar, a avaliação possibilita, por parte dos atores educacionais, a execução de ações e estratégias voltadas à redução das desigualdades e ampliação das oportunidades.

A equipe gestora e pedagógica da escola entendem que, tanto mais eficazes serão as ações desenvolvidas pela escola, quanto mais informação acerca de si própria ela tiver à disposição. Nesse contexto, a avaliação se insere como valioso e forte instrumento provedor de dados sobre a realidade educacional e seus avanços.

Segundo Freitas [et. al.]:

 

[...] Um dos equívocos dos manuais de didática é situar avaliação como uma atividade formal que ocorre ao final de processo de ensino aprendizagem. Numa visão linear do processo pedagógico, o planejamento didático é uma sucessão de etapas que começa: definição dos objetivos; definição dos conteúdos; definição dos métodos e por fim avaliação (FREITAS [et. al.] 2009, p.14).

 

 

A avaliação tem a finalidade de transformar o educando, levá-lo a reconhecer seus erros e buscar a aprendizagem correta. O professor consciente sabe que ao avaliar seu educando, está avaliando a sua prática. Todos são responsáveis pelos problemas enfrentados na escola e, como profissionais da educação devemos priorizar o desenvolvimento do educando, ter um compromisso com a sua aprendizagem e as estratégias de aprendizagem pode ser um estímulo para o educando, um caminho para a superação do fracasso, transpondo limites para construir uma trajetória escolar de sucesso.

Avaliação deve ser um exercício objetivo sem dogmatizar as aparências, sem ser meramente observável, em vez de excluir deve integrar e fixar-se na ausência de acertos, procurando discutir a importância dos instrumentos, os seus fundamentos e a sua concepção. Para avaliar, o professor deve comprometer-se a conhecer a realidade escolar; buscar e compreender criticamente as causas de existência de problemas; propor alternativas (criação coletiva).

Considerando a Resolução/CNE/CEB. 4/2010, Art. 36, Parágrafo Único, nos esclarece que:

 

Formas de organização e metodologias pertinentes à realidade do campo devem ter acolhidas, como a pedagogia da terra, pela qual se busca um trabalho pedagógico fundamentado no princípio da sustentabilidade, para assegurar a preservação da vida das futuras gerações, […] (Resolução CNE/CEB. 4/2010. Diário Oficial da União, Brasília, 14 de Julho de 2010, Seção 1, p.824).

 

            Para a equipe pedagógica e docente a avaliação terá que acontecer com compromisso, avaliando os resultados da própria organização do trabalho pedagógico; como um ato dinâmico que qualifica e oferece subsídios ao PPP; imprime uma direção às ações dos professores e do educando; e deve ser resultante de um processo coletivo de avaliação diagnóstica. Ela deve servir, sobretudo, para: determinar quais resultados foi alcançado; compará-los com as metas e os objetivos da escola; premiar o bom desempenho; encorajar educando a melhorarem o desempenho e estabelecerem metas de auto superação; estabelecer mecanismos corretivos – recuperação, revisão de currículos, programas, materiais, professores, entre outros.

As ações avaliativas pressupõem que o conselho de classe caracteriza-se fundamentalmente por um espaço especifico de reflexão, decisão e ação sobre o processo de avaliação. É um dos momentos mais importantes da escola, pois através de avaliações sucessivas, a equipe escolar se reúne bimestralmente, para repensar a prática educativa e deliberar sobre os reajustes a serem realizados no planejamento do curso, da disciplina, da turma e/ou da aula.

A avaliação do rendimento escolar tem como objetivo contribuir para formação de pessoas autônomas críticas e conscientes, por meio de: avaliação inicial ou diagnóstica, avaliação processual ou formativa, avaliação de resultado ou somativa (resolução/SED n.3.019). Deve ser realizada de forma contínua, sistemática e integral ao longo de todo o processo. Ela deve ser mais do que aferir uma nota, deve ser inclusiva na medida em que a escola absorve a responsabilidade de não ser mais um fator excludente na sociedade; deve ser diagnóstica porque verifica a real situação do educando; e processual porque não centraliza nele toda a responsabilidade, mas compreende a educação como um processo que envolve vários entes e fatores, por isso a questão central da prática da avaliação nesta escola não estará nos instrumentos e sim na postura pedagógica.

Ao professor cabe entender que os instrumentos de avaliação são instrumentos de coleta de dados para a avaliação. Para trabalhar com avaliação não necessitamos de mudar os instrumentos e sim, de mudar nossa postura, ao invés de examinar, avaliar para qualificar o avanço provisório do educando, tendo em vista encaminhar atividades que melhorem seu desempenho, caso ele não seja satisfatório ainda (LUCKESI, 2005).

É preciso muito cuidado na elaboração de testes provas. As questões devem ser elaboradas com clareza, indicando objetivamente a resposta que se quer do educando. É inadequado o procedimento muito comum de complicar a formulação da pergunta, para atrapalhar o educando (as famosas “pegadinhas”, em que o mesmo erra por não ter entendido a pergunta, embora saiba a resposta...). Nada deve ser cobrado que não tenha sido intensamente trabalhado durante as aulas. As provas devem cobrir todos os aspectos e não apenas os mais difíceis... E a valoração de cada questão deve corresponder ao seu grau de complexidade. A aplicação de testes e provas deve ser feito num clima natural, sem a costumeira pressão que envolve a avaliação.

Quaisquer que sejam os instrumentos – prova, teste, redação, monografia, dramatização, exposição oral, arguição... – necessitam manifestar qualidade satisfatória como instrumento para ser utilizado na avaliação da aprendizagem escolar, sob pena de estarmos qualificando inadequadamente nosso educando e, consequentemente, praticando injustiças. Muitas vezes, nossos educandos são competentes em suas habilidades, mas nossos instrumentos de coleta de dados são inadequados e, por isso, os julgamos, incorretamente, como incompetentes. Na verdade, o defeito está em nossos instrumentos, e não no seu desempenho. Bons instrumentos de avaliação da aprendizagem são condições de uma prática satisfatória de avaliação na escola. (LUCKESI, 2000, p.10).

Os próprios professores devem elaborar as provas e testes das turmas, considerando o que foi efetivamente ensinado e a forma como foi ensinado. Assim, copiar as provas já aplicadas ou questões formuladas em livros didáticos constitui um procedimento adequado para avaliar a aprendizagem de determinado grupo, desde que tenha sido efetivamente trabalhado e adequado ao perfil do educando. Do mesmo modo que nem sempre é adequado aplicar a mesma prova para todas as turmas do mesmo ano, a não ser que o trabalho dos professores desta turma seja bastante integrado.

A correção de provas ou testes nada mais é que a leitura dos dados de avaliação. Assim, além de atribuir notas, o professor precisa usar os resultados obtidos pelos educandos para identificar os aspectos que não foram bem assimilados, o que lhe permitirá um retorno a estes, para reforçar a aprendizagem. A ênfase não deve recair apenas nas respostas certas. Nesse sentido, é preciso reconsiderar o conceito de erro. O erro também faz parte da aprendizagem, pois expressa uma hipótese de construção do conhecimento. Ele significa que o educando ainda não conseguiu organizar os caminhos cognitivos na direção da conduta exigida pela situação colocada.

 

Ø  INSTRUMENTOS

 

“Instrumentos de avaliação são, portanto, registros de diferentes naturezas. Ora é o aluno que é levado a fazer os próprios registros, expressando o seu conhecimento em tarefas, testes, desenhos, trabalhos e outros instrumentos elaborados pelo professor. Ora é o professor quem registra o que observou do aluno, fazendo anotações e outros apontamentos. Quanto mais freqüentes e significativos forem tais registros, nos dois sentidos, melhores serão as condições do professor de adequar as ações educativas às possibilidades de cada grupo e de cada aluno”. (HOFFMANN, 2005, p. 119).

 

O potencial transformador da avaliação é o seu uso como recurso de diagnóstico da aprendizagem. O docente deverá adotar diversas atividades avaliativas e estratégias de ensino, com objetivos claramente definidos em cada atividade (art.46 da resolução/SED n.3.019). O docente deve planejar elaborar, orientar, supervisionar, acompanhar e redimensionar as atividades avaliativas,quando necessário,garantindo que os objetivos determinados sejam alcançados (art.47 da resolução/SED n.3.019).

Utilizar para tanto os mais variados instrumentos para coleta de dados;

·      Prova escrita, oral e/ou prática que poderá ser bimestral e mensal, sendo que a valoração poderá ser dividida ou feita a média aritmética para obter o percentual proposto ou somente bimestral, usando o total da valoração, a mesma podendo ser individual ou coletiva;

* Ao elaborar a prova escrita assegurar que a mesma contemple questões contextualizadas variadas e, distribuídas de forma proporcional, podendo ser: dissertativas, objetivas, de produção textual, de certo-errado, (C ou E) de lacunas (para completar), de correspondência, de múltipla escolha, de interpretação de texto, de palavras cruzadas, de caça-palavras, de enigmas, de pintura, de identificação e do tipo “teste de respostas curtas” ou de “evocação simples”, obedecendo ao grau de complexidade das mesmas, ou seja, da mais simples/fácil para a mais complexa. A prova deve passar por apreciação da coordenação pedagógica.

·      Trabalhos escritos, práticos e/ou on-line;

·      Pesquisas;

·      Produção de textos;

·      Seminários (texto impresso e apresentação);

·      Leitura (de palavras, frases, textos, literatura);

·      Fichas de leitura

·      Observação e registro

·      Projetos interdisciplinares;

·      Relatórios;

·      Dramatizações;

·      Confecção de painéis;

·      Portfólio.

Todas as formas de avaliação deverão ser registradas no planejamento on-line ou off-line. Considerar para definição da média bimestral o peso de 60% para avaliações escritas,oral e/ou prática, 30% para trabalhos/seminários/outros e 10% para participação em atividades diversas, observando e pontuando: a produção em sala de aula, em aula de campo, em aula experimental e em visitas; a resolução de exercícios de fixação; o uso do material pertinente à aula; o registro das atividades no caderno; em comunidades virtuais; o desenvolvimento de tarefas

Após correção, os instrumentos avaliativos devem ser devolvidos em tempo hábil aos educandos para que revejam suas respostas, reconstruam-nas após novos estudos, ficando a critério de o professor valorar este processo.

*No componente curricular /disciplina: Educação Física, Arte e Eixos Temáticos: Terra-Vida-Trabalho (T.V.T) o professor poderá avaliar de forma interdisciplinar, registrando os resultados dos vários instrumentos acima mencionados e/ou valorando cada etapa da participação dos educandos através de portfólio ou relatório do professor : identificar o progresso e suas dificuldades,sua produção, habilidade, envolvimento coletivo, uma série de interpretações e informações do desempenho considerando o conhecimento e a vivência do educando campesino, verificar as dificuldades ou defasagens, determinar o alcance dos objetivos; fornecer as bases para o planejamento e o replanejamento das atividades curriculares; propiciar condições de desenvolver espírito crítico e avaliar o seu conhecimento; apurar o rendimento escolar, com vistas à sua promoção e continuidade de estudos; aperfeiçoar o processo de ensino e de aprendizagem, entre outros.

*O ANEE poderá fazer provas adaptadas de acordo com a necessidade de cada componente curricular/disciplina. Também poderá ser avaliado através de relatórios do acompanhamento por disciplina, apontando de que forma foram trabalhados, quais os avanços obtidos e as dificuldades encontradas, valorando a colaboração, reconhecimento da experiência mútua e ajustes nos fatores de aprendizagem.

A avaliação da aprendizagem escolar adquire seu sentido na medida em que se articula com um projeto pedagógico e com seu consequente projeto de ensino. A avaliação, tanto no geral, quanto no caso especifico de aprendizagem, não possui uma finalidade em si; ela subsidia um curso de ação que visa construir um resultado previamente definido. (LUCKESI, 2006, p.85).

Nessa perspectiva, a avaliação na Escola Estadual Antonio Vicente Azambuja terá foco na aprendizagem do educando. Estrutura-se num conjunto de instrumentos que demonstrem clareza na atribuição dos critérios pelo professor e que de fato permita a ele conhecer o que o educando aprendeu, para que possa redirecionar seus métodos visando o alcance da aprendizagem que não foi consolidada. Os critérios, neste sentido, também são vias para se acompanhar o processo de aprendizagem, “devem servir de base para o julgamento do nível de aprendizagem dos educandos e, consequentemente, do ensino do professor. Portanto, o estabelecimento de critérios tem por finalidade auxiliar a prática pedagógica do professor, posto que seja necessária uma constante apreciação do processo de ensino/aprendizagem”. (BATISTA, 2008).

 

Ø  CRITÉRIOS

 

Nesta escola deverão ser considerados como critérios de avaliação:

·         clareza de ideias (oral e escrita);

·         viabilidade;

·         coerência com a realidade, levando em conta o conhecimento prévio;

·         sequência lógica;

·         senso crítico;

·         organização de ideias;

·         uso da linguagem empregada no desenvolvimento das aulas;

·         garantia de efetiva participação dos educandos;

·         fidelidade aos conteúdos trabalhados e à forma como foi trabalhada;

·         contextualização;

·         organização;

·         cumprimento de prazos e/ou flexibilidade de prazos, conforme a necessidade;

·         ênfase nos aspectos qualitativos sobre os quantitativos.

 

O fundamental da prática avaliativa é a participação de todos os envolvidos no processo: professores, educandos, coordenadores, direção, grupo de apoio operacional e pais, com o intuito de refletir sobre os resultados alcançados, transformando-os numa situação de efetiva aprendizagem em todos os componentes curriculares.

 

“Tal como uma seta a avaliação direciona-se, essencialmente, para frente, não para julgar e classificar o caminho percorrido, mas para favorecer a evolução da trajetória do aluno” (HOFFMANN, 2009).

 

Da recuperação

 

A recuperação de estudos da aprendizagem é parte integrante do processo de educativo. Deverá ser oferecida a recuperação paralela de estudos, quando verificado o rendimento insuficiente,novas oportunidades de aprendizagem, sucedidas de avaliação, durante os bimestres, antes do registro de notas. Para atribuição de nota resultante da avaliação das atividades de recuperação paralela de estudos, deverá ser utilizado o mesmo peso da que originou a necessidade da recuperação, prevalecendo o resultado maior obtido ((art.12 da resolução/SED n.3.019).

Acontecerá no desenvolvimento do processo, no dia a dia da sala de aula e fora dela, quando o professor constatar que os objetivos previstos não foram atingidos.



11 - Acompanhamento do processo de ensino e aprendizagem

No intuito de oferecer um ambiente que contribua para a formação de cidadãos e que favoreça a apreensão de competências e habilidades fundamentais para a vida social, faz-se necessário operacionalizar utilizando as forças da comunidade escolar, planejar ações para realização em curto e médio prazo, estabelecer prioridades e garantir uma gestão democrática e participativa primando pelo sucesso do que se produz na escola.

Nossos educandos participam ativamente na vida da escola. Consideram a escola alegre, limpa, bonita e gostam de estar nela. Contudo, precisam melhorar a participação, o compromisso e o interesse nas aulas, sendo mais dedicados e responsáveis com o estudo e sua formação. É preciso considerar ainda que haja mudança de postura com relação à importância de colaborar, estudar mais e com maior foco em bons resultados, inclusive por que a sua aprendizagem, seu desempenho e a sua nota passam a depender também de cada um, ou do grupo, tratando-se de aprendizagem colaborativa.

A aprendizagem colaborativa é um recurso a ser utilizado pelos professores, pois se trata de um método eficaz, que tem uma tarefa bem estruturada e um objetivo claro, que pode e deve ser alcançado. Cada um é responsável pelo aprendizado do outro e pelo sucesso do grupo. Nesse caso, a avaliação é paralela, devendo considerar tanto os resultados do grupo quanto das aprendizagens individuais.

O corpo discente é muito envolvido com as questões escolares. São grandes colaboradores na organização da mesma em todos os eventos promovidos por ela e em todos os momentos que ela necessita da sua intervenção e ajuda. Dai poder afirmar que eles são corresponsáveis pelo reconhecimento dos pais e de toda a comunidade, com relação ao trabalho e compromisso desenvolvidos nos princípios de ética e cidadania que agregam valores para dar sabor ao saber pedagógico.

Para toda a equipe gestora e pedagógica da escola, os critérios de desempenho oferecem à escola os subsídios necessários para a elaboração de metas coletivas. A interpretação pedagógica dos resultados, com seus domínios e competências são fundamentais, pois tornam possível a retomada do planejamento dos professores, bem como a intervenção pedagógica a ser realizada em sala de aula. Para uma escola ser considerada eficaz, ou seja, para fazer a diferença na vida de seus usuários, ela deve proporcionar altos padrões de aprendizagem a todos, independentemente de suas características individuais, familiares e sociais. Se apenas um grupo privilegiado consegue aprender com suficiente qualidade o que é ensinado, aumentam-se as desigualdades escolares e, como consequência, elevam-se os indicadores de repetência, evasão e abandono escolar.

Para que a aprendizagem escolar seja uma experiência intelectualmente estimulante e socialmente relevante, é necessária a mediação de professores com boa cultura geral e domínio dos conhecimentos, que trabalhem um Referencial Curricular pautado na LDB (Lei 9.394/96), no Plano Nacional e Estadual de Educação e no PPP da Escola, que aponta caminhos e estratégias a partir da realidade local para a construção de um processo ensino aprendizagem que prime pelos referenciais de qualidade da educação.

A fim de saber mais sobre a competência/habilidade dos educandos, a escola estabeleceu metas para serem cumpridas, em todos os níveis de ensino. Desta forma, a equipe escolar não verifica apenas porcentagens de educandos abaixo e acima da média, mas também as dificuldades e avanços dos mesmos. As metas estabelecidas são da competência de todos, principalmente do professor, porque deve garantir bons resultados e aprendizagem significativa, com vistas a melhorar o desempenho dos alunos.

A partir da avaliação diagnóstica realizada no início de cada ano letivo, os educandos são monitorados para medir o nível de aprendizagem adquirida. A cada bimestre, os professores apresentam a coordenação pedagógica um relatório de desempenho, destacando as habilidades /competências adquiridas com sucesso e as que precisam ser recuperadas.  Em seguida a escola realiza o conselho de classe participativo, que se efetiva como um espaço específico de reflexão, decisão e ação sobre o processo de avaliação realizado com os educandos, com a escola e também com relação ao desenvolvimento do seu PPP.

 

Passamos a ver a informação, os conhecimentos, as teorias e técnicas de ensino – aprendizagem, e até os resultados das provas com outra luminosidade. São alunos concretos com histórias e culturas que estão sendo provados e julgados, condenados ou aprovados. Nos veremos ensinando e avaliando seres humanos. (ARROYO, 2007, p. 62).

 

 

Os conteúdos ensinados aos educandos precisam provocar a transformação, aguçar a curiosidade, é imprescindível ao professor do campo aproveitar as experiências dos educandos e somá-las aos conteúdos dados. Educar na coletividade significa assumir o anseio de uma escola diferente, que almeja avançar na aprendizagem dos conteúdos escolares e curriculares e traçar percursos pedagógicos alicerçados nos temas “terra, vida, trabalho e cultura”.

Outra competência docente, o tratamento das relações afetivas, não pode ser ausentar entre as incumbências do professor. Educar é desafiar e promover transformações no mundo. Assumir decisões, intervir e ouvir são habilidades que o professor precisa estimular em si e em seus educandos.

 

A afetividade é o suporte da inteligência, da vontade, da atividade, enfim, da personalidade. Nenhuma aprendizagem se realiza sem que ela tome parte. (Hillal, 1985 p.18).

 

 



11.a - Conselho de Classe

O Conselho de Classe é um momento importante para a escola, que envolve os alunos e professores e conta com a presença dos pais, Direção, Coordenação Pedagógica e Orientação Educacional. Neste momento, são socializadas as conquistas realizadas no período, aprendizagens significativas, dificuldades encontradas, sugestões para sua superação, desafios e metas dos grupos para o próximo período. Este é um momento crucial de avaliação do aprendizado e do díalogo entre os professores e os demais membros da equipe pedagógica.

Neste contexto compreendemos que a inserção do aluno neste momento avaliativo é importante para diagnosticar aspectos não observados pelo grupo pedagógico.

O Conselho dos anos iniciais exige dos alunos e professores bastante envolvimento em algumas atividades avaliativas prévias, que irão culminar com o momento de apresentação final. 

Nas turmas mais avançadas, a auto-avaliação se apresenta como instrumento importante para promover a particivação do aluno. Nesta proposta, cada aluno responde a uma série de perguntas relativas ao seu envolvimento e comprometimento com os estudos e relacionamento com os colegas e professores. Através dela, os alunos são estimulados ao autoconhecimento, exercitando o reconhecimento de suas habilidades e dificuldades, percebendo-se enquanto sujeitos responsáveis por seu processo de aprendizagem. Convida à reflexão, abertura à autocrítica e atitude pro-ativa na resolução de problemas.

Outro instrumento é a heteroavaliação, realizada em grande grupo, é o momento em que os alunos avaliam os avanços e dificuldades que percebem no próprio interior do grupo. Exercício de democracia, onde cada um tem vez e voz, estimula para que apontem sugestões capazes de gerar  comportamentos/atitudes/mudanças que beneficiem a todos. Permite que cada um se reconheça como parte de um todo e se perceba capaz de se comprometer em benefício da qualidade das relações, bem estar e aprendizagem de todos.

O Conselho de Classe  com a participação dos alunos auxilia no desenvolvimento da capacidade de comunicação verbal, na medida em que exercitam ouvir a idéia dos colegas e expor seus pontos de vista. Além disso, aperfeiçoam a criatividade, capacidade de organização, planejamento e administração do tempo ao prepararem as apresentações para participar do grande momento.



12 - Indicadores de qualidade

A avaliação faz parte de qualquer processo de gestão e de qualquer processo pedagógico. É através dos resultados destas que podemos saber se o nosso trabalho teve um bom rendimento, se estamos seguindo pelo caminho certo. E é nesta perspectiva que nossa escola caminha.

Para a melhoria dos processos escolares, considera-se que é necessário olhar com maior profundidade para os resultados que a escola obtém nas avaliações internas (da própria escola) e externas promovidas pela Secretaria de Estado de Educação e pelo MEC. Ainda é um processo em construção, mas estamos melhorando no sentido de valorizar mais esses resultados.

Contudo, é notório que houve um avanço da equipe escolar diante dos resultados dos testes organizados pelos órgãos educacional nacional, estadual e institucional. Os indicadores dessas avaliações possibilitam-nos refletir sobre a nossa prática pedagógica e sobre o processo de construção do conhecimento dos educandos, visando aprimorar a qualidade da educação. As informações apresentadas orientam as mudanças necessárias no planejamento pedagógico, pois é importante analisar pedagogicamente esses resultados para desencadear ações que visem oferecer oportunidades aos educandos que não tiveram o sucesso esperado.

Considerando a análise do desempenho, a equipe escolar considera que é imprescindível trabalhar com mais foco e precisão nos resultados que precisamos alcançar. Só assim a escola será capaz de elevar os índices de desempenho, eficácia e qualidade da educação oferecida, com o propósito de garantir sucesso e realização pessoal, concomitante com a parceria dos pais ao participar ativamente na vida da escola.

 

“A habilidade social se constrói necessariamente por um caminho de convivência de solidariedade, de conhecimento do mundo e de interação, um processo de interrelação com pessoas e processos diferentes [...]”. Chalita (2001, p.229)

 

Gráficos do Desempenho Escolar, por turma avaliada – 2013

 

IDEB – Resultados e Metas

 

 

 

 

 

 

 

GRÁFICOS DE RESULTADO DO SAEMS-2013

 

Língua Portuguesa - 1º Ano do Ensino Médio

 

 

 

 

Língua Portuguesa - 2º Ano do Ensino Médio

 

 

Língua Portuguesa - 3º Ano do Ensino Médio

 

 

8º Ano do Ensino Fundamental

Municípo: Dourados

Polo: Centro-Sul

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Matemática - 1º Ano do Ensino Médio

 

Matemática - 2º Ano do Ensino Médio

 

Matemática - 3º Ano do Ensino Médio

 

 

 



13 - Formação continuada

O novo paradigma educacional emana da compreensão de garantir uma aprendizagem permanente, de oferecer formação continuada, considerando como elemento central dessa formação, a construção da cidadania em função dos processos sociais que se modificam.

            A formação continuada, oferecida pela Secretaria de Estado de Educação, prioriza: o Grupo de Apoio Técnico Operacionalpor meio do Curso Profuncionário (Técnico e profissionalizante); os Docentespor meio de formação continuada, asseguradas em calendário escolar, organizadas bimestralmente pela Secretaria de Estado de Educação e realizadas no âmbito da escola pela coordenação pedagógica e direção escolar; à Equipe Pedagógica e Direção escolar –por meio de reuniões de trabalho e capacitações organizadas pela Secretaria de Estado de Educação e, realizadas no âmbito da Rede Estadual de Ensino.

            Dialogando com VIEIRA aprendemos que:

 

[...] a criação de novos conhecimentos nunca foi tão acelerada como hoje, provocando a necessidade de rever continuamente o já sabido, reorganizando em novas bases todo o saber acumulado. Não acompanhar esse movimento passa a representar desvantagem para as pessoas e para os setores nos quais atuam. (VIEIRA, 2002. p. 24).



14 - Avaliação Interna

A avaliação interna ou autoavaliação é o mecanismo de acompanhamento sistemático e contínuo sobre as conduções estruturais, pedagógicas e de funcionamento da escola, com vista ao aperfeiçoamento da qualidade de ensino e com base no PPP (Resolução/SED nº 2.357/10). É um elemento fundamental de gestão, organizada e executada pela própria escola, envolvendo os diferentes segmentos que a integram, a partir de critérios previstos na legislação vigente. Ela deve ser consistente com o PDDE  Interativo e com o seu PPP.

Deverá incidir sobre os seguintes critérios: o cumprimento da legislação do ensino; a execução do PPP; a formação inicial e continuada de dirigentes, professores e servidores; o investimento institucional em qualificação de recursos humanos; o desempenho de dirigentes, professores e servidores; a qualidade dos espaços físicos, instalações, equipamentos e adequação às suas finalidades; a organização da escrituração e do arquivo escolar; a articulação com a família e a comunidade externa; o desempenho dos educandos frente aos objetivos propostos e às competências desenvolvidas.

Todo o resultado diagnosticado deverá ser consolidado por meio de relatórios, que permitirão efetuar análise do rendimento e produções realizadas por todos na escola, bem como se constituíram em peças para instrução de processos de novas solicitações de autorização de funcionamento ou abertura de novos cursos.



15 - Avaliação do Projeto Político Pedagógico

No decorrer do processo de trabalho avaliar-se-á a pratica e/ou aplicação do PPP, tendo como foco principal a qualidade na aprendizagem – efetiva participação de todos os segmentos escolares, objetivando realizar as modificações que se façam necessárias, segundo a realidade e as necessidades da comunidade escolar.

            Assim sendo, o PPP terá espaço privilegiado nos Conselhos de Classe Participativo, nas reuniões e assembleias, segundo as necessidades do contexto escolar. Ao final de cada bimestre letivo o PPP passará por avaliação e análise da sua aplicabilidade, em todos os sentidos, verificando-se os sucessos, insucessos e as prováveis intervenções.

            A avaliação do PPP terá um caráter contínuo e sofrerá as intervenções necessárias, quando for o caso, haja vista entendermos que o mesmo depende de aplicabilidade e acompanhamento e que pode ser melhorado na medida em que crescemos teoricamente. Conforme orientação da Superintendência de Educação/SED compete à Coordenação Pedagógica atualizar o PPP anualmente, ficando estabelecido o mês de Março para tal procedimento.

            O ato de avaliar o PPP deve servir, sobretudo, para: determinar qual resultado foi alcançado; onde será preciso intervir; comparar os resultados com as metas e os objetivos propostos pela escola; exaltar o bom desempenho de todos.

A equipe da Escola Estadual Antonio Vicente Azambuja delimitou como prática, a avaliação do PPP nos seguintes aspectos: o que a escola se propõe a ensinar; como a escola se propõe a ensinar; como a escola justifica sua proposta; como a escola se propõe a avaliar o resultado de seu trabalho; como se articulam as diversas pessoas e atividades da escola à sua proposta de ensino.

O ideal é encarar as mudanças e objetivos esperados como um processo de aprendizagem, aonde a escola vai progredindo a cada dia. À medida que eleva a qualidade do pessoal que nela trabalha, vai aprendendo a refletir sobre a sua própria experiência na elaboração e utilização do seu fazer pedagógico.

Construir coletivamente o PPP da escola pública pressupõe a superação das relações de poder na organização do trabalho escolar, em favor da construção de práticas democráticas, onde todos participam e compartilham decisões. 



16 - Comissões de elaboração do Projeto Político Pedagógico

A Comissão de Elaboração foi composta pela Equipe Pedagógica sob a responsabilidade de Marla Szymczak Ariose (Coordenação Pedagógica)

 



17 - Equipe responsável pela aprovação do Projeto Político Pedagógico da escola

O Colegiado Escolar e o Supervisor de Gestão Escolar, são responsáveis pela aprovação do presente documento, após verificação de todos os itens que o compõe, elaborados pela equipe pedagógica, docente, administrativa, pais, educandos, associação de pais e mestres e a direção escolar. O Colegiado Escolar da Escola Estadual Antonio Vicente Azambuja é composto por: Fabiana Albertina Karling Barichelo (Presidente/Segmento de Pais);Marla Szymczak Ariose (Coordenação Pedagógica); Vera Lucia Kraemer Pusch (Segmento de Administrativo); LillianeCamile (Segmento de Alunos); Larissa Fernandes Avalo (Segmento de Alunos); Adriano Cosma Cabreira (Diretor); Fábio Augusto Moreno Múrcia (Supervisor de Gestão Escolar).

 

“Seria horrível se tivéssemos a sensibilidade da dor, da fome, da injustiça, da ameaça sem nenhuma possibilidade de captar a ou as razões da negatividade. Seria horrível se apenas sentíssemos a opressão, mas não pudéssemos imaginar um mundo diferente, sonhar com ele como projeto e nos entregar à luta por sua construção. Nos fizemos mulheres e homens experimentando-nos no jogo destas tramas.  Não somos, estamos sendo. A liberdade não se recebe de presente, é bem que se enriquece na luta por ele, na busca permanente, na medida mesma em que não há vida sem a presença, por mínima que seja, de liberdade. Mas apesar de a vida, em si, implicar a liberdade, isto não significa, de modo algum, que a tenhamos gratuitamente. Os inimigos da vida a ameaçam constantemente. Precisamos, por isso, lutar, ora para mantê-la, ora para reconquistá-la, ora para ampliá-la”.Paulo Freire.

 

O PPP da Escola Estadual Antonio Vicente Azambuja foi aprovado pelas Comissões de Elaboração em 25/03/2015. Foi aprovado pelo Colegiado Escolar em 10/06/2015, conforme Ata nº. 003/2015 de 10/06/2015.  Foi revisado e atualizado em 27/10/2016.

 


18 - Referências

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